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Nesta terça-feira (7), a Tether, emissora do dólar digital USDT, anunciou um aporte milionário no Mercado Bitcoin. A corretora de criptomoedas brasileira recebeu R$ 100 milhões, em uma das maiores rodadas de investimentos deste ano.
Além da Tether, outros investidores devem acompanhar a oferta, que ainda não teve o valor final divulgado. Os fundadores do Mercado Bitcoin e o Softbank devem aportar valores adicionais, conforme anúncio do unicórnio.
Segundo a empresa, o valor captado será usado para expandir a tecnologia da empresa, que já se consolidou como um dos maiores players de criptomoedas do mercado nacional. Áreas como infraestrutura de pagamentos, tokenização de investimentos e operações de crédito devem ser aceleradas com o novo aporte.
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“O Mercado Bitcoin construiu uma plataforma regulada e integrada de serviços financeiros ‘on-chain’ que atende milhões de usuários em um dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo”, afirmou Paolo Ardoino, CEO da Tether. “Estamos entusiasmados em apoiar a próxima fase de crescimento do Mercado Bitcoin como parceiro estratégico e investidor”, completou.
A última vez que o MB recebeu investimento foi em 2021, quando levantou US$ 2,1 bilhões e se tornou unicórnio. Esse é o termo que se refere às startups que ultrapassam o valuation de US$ 1 bilhão.
“É uma validação institucional de um investidor global muito relevante e estratégico no setor, diferentemente de levantarmos recursos com um terceiro ou family office”, disse Roberto Dagnoni, chairman e CEO do Mercado Bitcoin, ao Pipeline.
A rodada de investimentos acontece em um momento bem particular para o setor cripto no Brasil. A partir dos próximos meses, as instituições desse mercado passarão a atuar com regras mais apertadas, impostas pelo Banco Central.
As exchanges agora devem atender às mesmas exigências solicitadas às corretoras de investimentos, sendo enquadradas como sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAV). Uma das mudanças é em relação à segregação do patrimônio, que deve estar separado dos recursos dos clientes.
"A regulação estende às entidades que prestarem serviços de ativos virtuais exigências que já são cobradas de outras instituições integrantes do SFN, tais como: proteção e transparência nas relações com os clientes; prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo; requisitos de governança; segurança; controles internos; prestação de informações; entre outras obrigações e responsabilidades”, diz o BC.
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