Strategy e Meliuz atingem maior valor do ano com alta do Bitcoin (BTC); OBTC3 sofre

Empresas com caixa em BTC voltam ao radar dos investidores.

Publicado em 18/04/2026 às 13:27h Publicado em 18/04/2026 às 13:27h por Wesley Santana
Strategy tem mais de 780 mil bitcoins em caixa (Imagem: Shutterstuck)
Strategy tem mais de 780 mil bitcoins em caixa (Imagem: Shutterstuck)

Não faz muito tempo que a Strategy (M2ST34) passou por um de seus piores momentos desde que chegou ao mercado de capitais. Em fevereiro, a companhia viu seu valor de mercado cair para perto de US$ 37 bilhões por causa da correção do Bitcoin (BTC).

Dois meses depois, o cenário já é bem diferente, conforme mostram dados da Nasdaq, onde as ações estão listadas. Neste momento, o capital de mercado é de US$ 58 bilhões.

A Strategy é uma daquelas empresas que resolveram incluir a criptomoeda como principal ativo do seu caixa. Portanto, grande parte do movimento das ações está relacionada justamente ao mercado cripto, e não só ao acionário padrão.

Mesmo com a queda do Bitcoin, a empresa continuou comprando a cripto, defendendo que era a melhor estratégia. Com a valorização destas últimas semanas, o CEO Michael Saylor publicou uma foto em que aparece no meio do mar. “Bitcoin e descanso”, escreveu ele.

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Um movimento parecido com esse é visto na Meliuz (CASH3), que também adotou a estratégia cripto. Desde o início do ano, a empresa de cashback acumula crescimento de 15% nos seus papéis, hoje cotados em R$ 4,40 e com um valor de mercado de R$ 500 milhões.

Em março do ano passado, a empresa informou que estava se tornando uma Bitcoin Treasury, quando passou a comprar unidades do ativo digital. Estima-se que a fintech tenha cerca de 600 bitcoins em carteira, quantidade que equivale a R$ 227 milhões.

Já quem não pode comemorar do mesmo jeito é a OranjeBTC (OBTC3). A companhia segue a mesma estratégia, mas não tem visto uma recuperação igual nos seus papéis.

No fechamento desta reportagem, os papéis estavam na casa de R$ 7,30, um dos melhores patamares desde que a marca chegou à B3. Em pouco mais de seis meses, a empresa viu seu valor de mercado recuar mais de 61%.

O mercado não faz apostas claras sobre o movimento do Bitcoin para os próximos meses, mas já está claro que a cripto é completamente suscetível aos movimentos globais. A recente valorização se dá no contexto de um arrefecimento das tensões no Oriente Médio, que fez com que os investidores voltassem a buscar ativos um pouco mais arriscados.

Neste sábado (18), o Bitcoin opera na faixa dos R$ 379 mil, com queda de 21% desde o começo do ano. Já o índice CoinDesk 20, que reúne as 20 maiores criptos do mercado, sobe 2,3%, para acima dos 2.160 pontos.

M2ST34

MicroStrategy
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