Raízen (RAIZ4) apresenta plano de recuperação, frustra mercado e ações despencam
Mercado reagiu negativamente à conversão de dívidas em ações e à reestruturação da companhia.
A Raízen (RAIZ4) pode respirar aliviada por pelo menos mais algumas semanas. Na última sexta-feira (29), a B3 decidiu dar mais um tempo para que a companhia resolvesse o problema do preço das ações.
Atualmente, os papéis estão cotados abaixo de R$ 0,40, o que por regra não é permitido no balcão. Para estar apta a negociar na bolsa, as ações têm que valer mais de R$ 1.
A B3 já havia feito um alerta sobre esse assunto anteriormente, dizendo que a companhia teria que dar uma solução a isso. No entanto, expandiu o prazo considerando que a marca passa por uma reestruturação.
O novo limite dado pela B3 foi de mais uma mês para que a empresa deixe de ser uma penny stock. Portanto, isso vale até o dia 8 de julho, conforme destacou nota divulgada pela organizadora da bolsa brasileira.
Leia mais: Bolsa tem pior desempenho mensal desde 2023; veja destaques
As ações da Raízen estão sendo negociadas em um patamar abaixo de um real desde o fim do ano passado. Naquele período, a B3 havia fixado até 29 de maio para uma solução.
Uma das alternativas da empresa para continuar disponível no balcão é conduzir um agrupamento de ações. Uma operação no modelo 10 por 1 já seria suficiente para a manutenção dos papéis dentro da regra.
Na última quinta (27), a Raízen divulgou um fato relevante ao mercado detalhando seu processo de reestruturação extrajudicial. A empresa prevê um aporte de suas controladoras, além da conversão de quase metade da dívida em ações da empresa.
Neste caso, cada ação seria precificada em R$ 0,25, valor ainda mais inferior ao que negocia hoje. Diante disso, parte dos investidores saíram vendendo as ações da carteira, levando o ativo a outra queda forte na bolsa.
Só neste ano, RAIZ4 já desabou mais de 54% na B3, levando o valor de mercado da companhia para a casa de R$ 500 milhões. Se considerado o dia em que a empresa fez sua abertura de capital, a diferença chega a 95%, já que as ações foram precificadas em mais de R$ 7.
A Raízen é uma produtora e distribuidora de combustíveis focada na comercialização de produtos renováveis, como etanol à base de cana de açúcar. Ela foi criada como uma joint venture entre Cosan e Shell, tendo a responsabilidade de administrar os postos de combustíveis desta segunda marca no país.
Mercado reagiu negativamente à conversão de dívidas em ações e à reestruturação da companhia.
Produtora de açúcar e etanol luta contra o relógio para aprovar sua recuperação extrajudicial.
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
A empresa enviou uma proposta alternativa aos credores no último sábado (25), segundo a Bloomberg News, citando fontes a par do assunto.
Produtora de açúcar e etanol busca reestruturar dívida de R$ 65 bilhões com credores, especialmente bancos.
O esclarecimento foi feito após questionamento da B3.
A proposta prevê a saída de Rubens Ometto da presidência do conselho da Raízen, atendendo a pedido anterior de detentores de títulos.
Em recuperação extrajudicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?