Sabesp (SBSP3) está de olho na água argentina e XP diz que é um bom negócio
Governo Milei deve privatizar estatal de saneamento, e empresa paulista é uma das candidatas a levar o edital.
Em julho, a Sabesp (SBSP3) foi definitivamente privatizada, com a venda de quase todas as suas ações no mercado financeiro. Além de sair das mãos do governo de São Paulo, a empresa recebeu a Equatorial como sua acionista de referência, hoje com a maior parte do capital social.
💰 Depois da decisão, uma das primeiras medidas foi acabar com os contratos que promoviam descontos a grandes consumidores. Nesta leva, hospitais, shoppings, museus e outros clientes importantes passaram a pagar o mesmo valor da tarifa empresarial padrão.
Segundo os impactados, a conta de água teve um reajuste de até 200%, fez acionar a Justiça para reaver os contratos. Na análise do novo CEO da Sabesp, porém, a mudança é uma prerrogativa da empresa que agora é totalmente privada, conforme entrevista à Folha de São Paulo.
"A Sabesp tem 51 anos, ao longo desse período, por sua própria conta, ela dava desconto para alguns clientes. Fazia política pública, não era uma questão regulatória", disse Carlos Piani, ex-Equatorial. "A Sabesp não é mais controlada pelo Estado. Quem tem que fazer essa política pública é o Estado", acrescentou ao jornal paulista.
Segundo ele, mais de 500 contratos foram rescindidos como forma de fechar o que a nova diretoria classifica como “gap regulatório”, em referência à diferença entre receita calculada pelo órgão regulador e a de fato aferida pela companhia. "O nosso objetivo é tentar fechar isso. Com esses gaps, o retorno que a Sabesp tem é menor do que o retorno que o regulador concede”, explicou.
O atual termo de concessão prevê um limite de R$ 300 milhões para descontos, com diversos critérios para enquadramento dos beneficiários. O executivo, no entanto, faz questão de frisar que o teto é de descontos possíveis, e não obrigatórios.
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No mês passado, diversas empresas foram pegas de surpresa com notificações da Sabesp cortando os descontos na conta de água. Parte deles reclama que a companhia não detalhou as novas tarifas que agora incidem normalmente para quem consome acima de 100 metros cúbicos por mês.
Esse volume de gasto é equivalente a 100 mil litros de água. Em termos comparativos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), cada pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês.
Na época, a empresa destacou que os contratos firmados com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos) previam a rescisão unilateral. Desta forma, a empresa não precisava negociar para conduzir com os cortes de descontos, mas deu o prazo de 60 dias para que os consumidores se adequassem à nova tarifa.
Governo Milei deve privatizar estatal de saneamento, e empresa paulista é uma das candidatas a levar o edital.
O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,8 bilhões entre janeiro e março, diz comunicado.
A companhia não informou a causa do acidente e terá que assistir os moradores afetados.
A cotação das ações da Sabesp caiu de R$ 167 para R$ 33,40 com o desdobramento.
As empresas farão uma escavação conjunta no local para apurar as causas do problema.
A empresa detém atualmente 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante da Emae.
Caso aprovada, cada ação ordinária passará a representar 5 papéis, sem qualquer alteração no valor do capital social da empresa.
Não há Nelson Tanure que segure o apetite da Sabesp pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).
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