Petrobras rompe R$ 700 bilhões pela primeira vez na história; veja o motivo
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
A Petrobras (PETR4) reafirmou no sábado (23) a intenção de voltar a produzir etanol por meio de parcerias com grandes players do setor.
⛽ Em comunicado, a estatal informou que "buscará ingressar no segmento de etanol preferencialmente por meio de parcerias estratégicas minoritárias ou com controle compartilhado, com players relevantes do setor".
A Petrobras disse ainda que, agora que essa atividade foi formalmente incluída nos seus planos estratégicos, "serão analisadas possibilidades de negócios e prospectados potenciais parceiros".
"Após essas etapas preliminares, a efetiva entrada da Petrobras nos negócios de etanol estará sujeita à dinâmica das negociações com os potenciais parceiros e a evolução do mercado brasileiro, além dos procedimentos e aprovações corporativas aplicáveis aos investimentos da Petrobras", acrescentou.
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A Petrobras decidiu retomar a produção de etanol, abandonada há quase dez anos, diante da avaliação de que a demanda por gasolina deve cair, enquanto a demanda por etanol continuará crescendo no Brasil até 2040.
💲 Por isso, incluiu a atividade no seu Plano Estratégico 2050 e no Plano de Negócios 2025-2029. Os documentos, aprovados na última quinta-feira (21), reservam US$ 2,2 bilhões para a produção de etanol.
Ao apresentar os documentos na sexta-feira (22), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, adiantou que a companhia já está conversando com "4 ou 5 empresas" sobre o assunto.
O diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade, Mauricio Tolmasquim, explicou que a ideia é fazer uma joint venture. Ou seja, criar uma nova empresa, em parceria com um grande produtor. "A ideia é já começar grande", disse.
Ele revelou ainda que a ideia é avançar com o negócio com celeridade e assumir a liderança do setor nos próximos anos. A declaração impulsionou as ações de grandes produtores de etanol, como Raízen (RAIZ4), Cosan (CSAN3), São Martinho (SMTO3) e Jalles Machado (JALL3). Só a Raízen avançou 7% e ganhou R$ 1,7 bilhão em valor de mercado na última sexta-feira (22).
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
O achado foi realizado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.
Nesta quinta-feira (1º), a estatal elevou em 11,8% o preço do QAV, que já acumulou alta superior a 25% em apenas dois meses.
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
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