Petrobras (PETR4) pesa no Ibovespa após petróleo cair abaixo de US$ 80

Mercado reage à perspectiva de normalização no Estreito de Ormuz e redução dos riscos geopolíticos.

Publicado em 16/06/2026 às 18:14h Publicado em 16/06/2026 às 18:14h por Wesley Santana
Petróleo ditou o ritmo do indicador da bolsa de valores ao longo do pregão (Imagem: Shutterstock)
Petróleo ditou o ritmo do indicador da bolsa de valores ao longo do pregão (Imagem: Shutterstock)

A guerra no Irã parece se encaminhar para um desfecho, e os principais indicadores do mercado acompanham esse movimento. O petróleo recuou cerca de 4,5% no dia, terminando o pregão abaixo dos US$ 80 pela primeira vez depois de muito tempo.

Esse é um reflexo do possível fim do bloqueio naval dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz. A decisão deve abrir caminho para a normalização do tráfego de petróleo na região, que é importante para o abastecimento global.

No Brasil, quem mais sentiu o peso desta notícia foi a Petrobras (PETR4), que terminou o dia com recuo de 1,6% na B3. No final da sessão, a petroleira estatal negociava seus papéis na casa de R$ 38,45, conforme dados da bolsa de valores.

Esse movimento repercutiu no Ibovespa (IBOV), que terminou o dia com baixa de 0,5%. O principal indicador da bolsa de valores voltou a performar abaixo dos 170 mil pontos, apresentando uma variação negativa de 4,1% nos últimos 30 dias.

Uma situação que vem se repetindo nos últimos pregões de forma sucessiva é a correção no ticker de empresas que estão passando por crises financeiras. No dia de hoje, não foi muito diferente, com Pão de Açúcar (PCAR3) e Raízen (RAIZ4) liderando entre as maiores altas do dia.

Entre as outras altas do dia, destaca-se o movimento da MRV (MRVE3), que subiu 2,3% para a casa de R$ 5,30. Na sequência, aparece a RD Saúde (RADL3), que avançou 2,2%, para acima de R$ 17,65.

Já no campo das baixas, a liderança fica com a Braskem (BRKM5), que sofreu um revés na Justiça. Em Alagoas, a empresa voltou a ser considerada culpada por um tremor de terra que provocou um afundamento no solo de bairros da capital.

As empresas de varejo também sofreram ao longo do pregão, com a expectativa sobre a decisão de juros que sai nesta quarta-feira (17). Magazine Luiza (MGLU3) caiu 6,5%, Casas Bahia (BHIA3) recuou 4,7% e C&A (CEAB3) perdeu 4,5%, ainda de acordo com dados da B3.

Exterior termina misto

Fora do Brasil, as bolsas estrangeiras foram em sentidos diferentes, terminando o pregão de forma mista. Em Wall Street, o Nasdaq perdeu 1,15% e o S&P 500 desvalorizou 0,5%, enquanto a NYSE ganhou 0,15% e o Dow Jones 0,6%.

No mercado de câmbio, o dólar terminou o dia com mais força frente ao real, aos R$ 5,08. O euro também cresceu e foi a R$ 5,90, ainda sob forte expectativa pela decisão monetária a ser divulgada no próximo dia.

Entre as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) perdeu na guerra contra a moeda brasileira, caindo 0,2% e voltando à faixa de R$ 335,7 mil. Já a Hyperliquid (HYPE) continuou sua trajetória de valorização, ampliando os ganhos em quase 9% ao longo do dia.

Super Quarta

Os olhos do mercado agora estão todos para Brasília e Washington por causa das decisões de juros que serão divulgadas no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente. Na Super Quarta, como é conhecida, os bancos centrais devem tornar públicas suas decisões que valem por até 45 dias.

Para o Brasil, a aposta é que o Copom deve interromper a sequência de altas da Selic, mantendo os juros em 14,5% ao ano, já que os dados da inflação vieram acima do esperado. O mesmo deve acontecer nos EUA, onde a faixa deve permanecer entre 3,5% e 3,75% ao ano.