Cosan (CSAN3) vê prejuízo diminuir 66% e chegar a R$ 320 mi no 2T26
A companhia reduziu seu prejuízo em 66%, reportando perdas de R$ 320 milhões no 2T26 contra R$ 946 milhões no 2T25.
Como parte de um esforço para simplificar a operação, a Cosan (CSAN3) informou que deve deixar o mercado norte-americano de ações. A empresa vai retirar os ADRs que são negociados na Bolsa de Nova Iorque.
Embora a empresa seja listada na B3, parte das ações circula diretamente nos Estados Unidos. Depois do anúncio, esses títulos caíram cerca de 3,5%, embora a empresa não tenha divulgado quando o movimento será concluído.
Outra decisão tomada pela companhia foi a de fechar uma das subsidiárias, a Radar II Propriedades Agrícolas. A empresa detém participações em imóveis rurais que são administrados pelo Grupo Radar.
Com a extinção da marca, a própria Cosan deve assumir o patrimônio da empresa, que está avaliado em mais de R$ 2,5 bilhões. A ideia é que a mudança diminua os custos e elimine estruturas intermediárias.
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Já em relação aos seus executivos, a companhia informou que o diretor financeiro e de relações com investidores, Rafael Bergman, e a vice-presidente jurídica, Maria Rita de Carvalho Drummond, deixarão seus cargos. José Cezário Menezes de Barros Sobrinho (ex-Vamos) foi escolhido para o cargo de CFO, enquanto a área jurídica deve ir para o escopo do novo contratado.
As mudanças acontecem no momento em que a companhia tenta entregar mais valor aos acionistas, que não estão muito felizes. Desde o começo do ano, a companhia perdeu quase 40% em valor de mercado.
Atualmente, as ações são negociadas na B3 na casa de R$ 3,30, somando um valuation de R$ 13,1 bilhões. Em 2021, a marca chegou a ter um valuation quase 10 vezes maior que esse.
Parte dessa queda está relacionada às dívidas da companhia, que consomem boa parte do capital. No último relatório divulgado, a alavancagem passa de R$ 9 bilhões.
A companhia reduziu seu prejuízo em 66%, reportando perdas de R$ 320 milhões no 2T26 contra R$ 946 milhões no 2T25.
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.
Com a dissolução, os acionistas da Cosan terão participação direta nas investidas, como Rumo e Compass Gás e Energia.
A holding diversificada tem participações nas empresas Compass, Moove, Raízen e Rumo.
Em call com analistas, CEO da Cosan também defendeu a separação dos negócios da Raízen.
Na outra ponta, o Ebitda totalizou R$ 7,8 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Cosan solta dados em meio a negociações sobre capitalização da Raízen e IPO da Compass.
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