Petrobras rompe R$ 700 bilhões pela primeira vez na história; veja o motivo
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
A Petrobras (PETR4) desistiu de vender a sua subsidiária de biocombustíveis, a PBio (Petrobras Biocombustível).
Em comunicado publicado nesta quarta-feira (6), a estatal informou que a sua diretoria executiva aprovou o encerramento do projeto de desinvestimento da PBio e decidiu manter a subsidiária no seu portfólio.
🗣️"A decisão está alinhada aos direcionadores estratégicos vigentes, que consideram a atuação da Petrobras em negócios de baixo carbono, diversificando o portfólio de forma rentável e promovendo a perenização da companhia", declarou.
Diante disso, a Petrobras também avalia "alternativas e modelos de negócio para a PBio por meio de parcerias que possam potencializar sua atuação, considerando novas oportunidades de negócios, possíveis sinergias entre os ativos da companhia e a maximização dos resultados do Sistema Petrobras".
Essas possíveis parcerias podem ser incluídas no próximo Plano Estratégico da estatal, que cobrirá o período 2025-2029 e será divulgado no próximo dia 21 de novembro.
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⛽ A PBio é uma subsidiária integral da Petrobras que atua nos segmentos de produção de biocombustíveis e comercialização de enxofre.
A companhia é proprietária de três usinas de biodiesel, localizadas em Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE). Essa última, no entanto, está hibernada.
A Petrobras havia decidido vender a PBio em julho de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). À época, disse que a operação estava alinhada à "estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas".
Esse programa de desinvestimentos, no entanto, foi revisto no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, a Petrobras redobrou a aposta em biocombustíveis, de forma a apoiar a transição energética sustentável.
💲 Vale lembrar, no entanto, que a PBio teve um prejuízo líquido de R$ 90,9 milhões em 2023. Segundo a companhia, o resultado foi afetado pela retração na demanda do biodiesel, pelo aumento dos custos de produção e pela alta do dólar.
Além disso, o ex-presidente e ex-diretores da PBio foram alvo de mandados de busca e apreensão do Ministério Público e da Receita Federal em setembro deste ano. Eles foram investigados por supostas fraudes tributárias e acabaram demitidos.
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
O achado foi realizado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.
Nesta quinta-feira (1º), a estatal elevou em 11,8% o preço do QAV, que já acumulou alta superior a 25% em apenas dois meses.
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
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