Ações da Oi (OIBR3) serão excluídas da B3; veja impacto para investidores
A B3 decidiu cancelar a listagem da Oi, devido à falência da operadora.
📱 Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrentava perdas nesta quinta-feira (8), as ações da Oi (OIBR3) alcançaram as maiores altas no intraday.
Pela manhã, as ações da empresa de telecomunicações ultrapassaram R$ 1,00 na B3 pela primeira vez desde agosto de 2023. Já no início da tarde, os papéis registraram aumento de 41,86%, cotados a R$ 1,22.
A valorização das ações da empresa pode ser explicada por conta do anúncio de um novo plano de recuperação judicial. A segunda reestruturação de dívidas na história da Oi.
A empresa defende que possíveis expectativas dos investidores em relação ao novo plano de recuperação judicial podem ter contribuído para essas oscilações, conforme comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Além disso, a apresentação detalhada das informações discutidas com credores, conhecida como "blow out", também contribuiu para essa forte valorização recente.
Na semana, as ações da Oi acumulam ganhos de quase 76%. No ano, o avanço é de cerca de 67%, apesar da alta volatilidade.
O novo plano, revelado nesta semana, inclui um novo financiamento de US$ 650 milhões e a venda de ativos avaliados em mais de R$ 15 bilhões, que deve resultar em uma redução significativa da dívida financeira da empresa, prevista em cerca de 75%.
Apesar do atraso na conclusão do plano devido à complexidade das negociações, a empresa assegura que isso não afetará as operações e expansão no segmento de fibra óptica, que é o principal produto.
O Grupo Oi entrou em recuperação judicial pela segunda vez em março de 2023, com dívidas de R$ 44,3 bilhões, incluindo subsidiárias como Portugal Telecom International Finance B.V e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A, processo que está em andamento na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A B3 decidiu cancelar a listagem da Oi, devido à falência da operadora.
Para que a transação seja 100% concluída, o processo ainda precisa cumprir etapas burocráticas.
A CVM iniciou julgamento de cinco ex-diretores por irregularidades contábeis de 2015 e 2016, com dois já condenados a R$ 400 mil cada.
O TJ-RJ rejeitou recursos de credores nesta terça-feira (25) e decretou a falência definitiva da operadora, encerrando sua recuperação judicial.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?