Oi (OIBR3) não divulgará balanços do 1T26 e 2T26 e ainda deve números de 2025
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
📱 Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrentava perdas nesta quinta-feira (8), as ações da Oi (OIBR3) alcançaram as maiores altas no intraday.
Pela manhã, as ações da empresa de telecomunicações ultrapassaram R$ 1,00 na B3 pela primeira vez desde agosto de 2023. Já no início da tarde, os papéis registraram aumento de 41,86%, cotados a R$ 1,22.
A valorização das ações da empresa pode ser explicada por conta do anúncio de um novo plano de recuperação judicial. A segunda reestruturação de dívidas na história da Oi.
A empresa defende que possíveis expectativas dos investidores em relação ao novo plano de recuperação judicial podem ter contribuído para essas oscilações, conforme comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Além disso, a apresentação detalhada das informações discutidas com credores, conhecida como "blow out", também contribuiu para essa forte valorização recente.
Na semana, as ações da Oi acumulam ganhos de quase 76%. No ano, o avanço é de cerca de 67%, apesar da alta volatilidade.
O novo plano, revelado nesta semana, inclui um novo financiamento de US$ 650 milhões e a venda de ativos avaliados em mais de R$ 15 bilhões, que deve resultar em uma redução significativa da dívida financeira da empresa, prevista em cerca de 75%.
Apesar do atraso na conclusão do plano devido à complexidade das negociações, a empresa assegura que isso não afetará as operações e expansão no segmento de fibra óptica, que é o principal produto.
O Grupo Oi entrou em recuperação judicial pela segunda vez em março de 2023, com dívidas de R$ 44,3 bilhões, incluindo subsidiárias como Portugal Telecom International Finance B.V e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A, processo que está em andamento na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
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