Jair Bolsonaro participará muito de um governo Flávio Bolsonaro, diz líder do PL

O cacique político, por ora, descarta que o ex-presidente ocupará qualquer cargo oficial em eventual novo governo.

Publicado em 05/10/2026 às 19:47h - Atualizado em 05/10/2026 às 19:48h Publicado em 05/10/2026 às 19:47h Atualizado em 05/10/2026 às 19:48h por Lucas Simões
“Não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, disse o líder do PL sobre Bolsonaro pai (Imagem: Lula Marques/Agência Brasil)
“Não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, disse o líder do PL sobre Bolsonaro pai (Imagem: Lula Marques/Agência Brasil)
Apesar de condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro é cogitado a ter forte influência em eventual troca de comando no Brasil, caso o seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro), consolide o favoritismo ao 2º turno das Eleições 2026 contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tal cenário foi aventado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (5), em que o cacique político teve a oportunidade de comentar sobre a vitória histórica que o espectro da direita obteve durante a votação no último domingo (4), dominando as cadeiras no Congresso Nacional.
“[Jair] Bolsonaro vai participar muito dessa administração [eventual governo de Flávio Bolsonaro], não tenho dúvida disso. Não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, disse o dirigente partidário aos jornalistas da emissora.
É de conhecimento público que o favorito a vencer as Eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro, pleiteia indulto tanto ao seu pai quanto aos demais condenados por tentativa de golpe, em julgamento conduzido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A própria crise institucional vivida pelo Poder Judiciário não escapou da análise de Valdemar da Costa Neto, que reforçou a missão dos senadores eleitos pelo PL de discutirem eventuais impeachments de ministros da Suprema Corte.
Com tal mote, a legenda do PL elegeu a maior bancada de senadores desde a redemocratização do Brasil em 1985, assegurando 28 assentos entre as 81 cadeiras disponíveis. Cabe ao Senado Federal tanto o poder de aprovar as indicações de novos ministros do STF quanto abrir pedidos de impeachment, com o aval do presidente do Congresso Nacional.
“Não podemos colocar fogo no país, isso não interessa para ninguém e temos que ter equilíbrio no Senado para que a gente possa melhorar o país”, avaliou o líder do PL.