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A B3 recebe, nesta sexta-feira (26), um novo fundo de índice que promete alegrar os investidores que estão de olho no futuro. O RARA11 é um ETF que reúne ações de empresas que estão expostas a terras raras e metais estratégicos.
O ativo chega à bolsa por meio da criação da Investo, que tem criado diversos ETFs inovadores nos últimos meses. O fundo ganha ainda mais relevância neste momento em que há uma disputa global pela liderança desse segmento, motivada pela inteligência artificial.
"Quando a gente olha para os próximos 10, 20, 30 anos, vamos depender cada vez mais desses minerais por tudo que vai existir no mundo físico, com tecnologia. Estamos só no começo", diz Cauê Mançanares, CEO da Investo, em entrevista ao NeoFeed. "[O investidor] não precisa ficar adivinhando qual país vai tomar a dianteira. Se forem os Estados Unidos, se for a China, se for a Austrália, você está exposto a essa cadeia", diz.
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O ETF brasileiro replica o movimento do índice REMX, da gestora VanEck, que acumula um patrimônio de US$ 3 bilhões. O produto conta com taxa de administração de 0,5% ao ano e é rebalanceado a cada três meses.
Para compor o indicador, as empresas precisam ter pelo menos metade de sua receita oriunda de terras raras. No total, são 30 companhias na carteira, divididas entre vários países e continentes.
O maior peso vem da Pilbara Minerals, que tem mais de 8% de participação no indicador. O Brasil está presente com 2% da carteira do ETF.
Segundo dados da VanEck, no acumulado deste ano, o ETF original acumula valorização de 21,5%. Nos Estados Unidos, cada unidade é negociada por cerca de US$ 89, embora ainda não haja um valor fixado para a versão brasileira.
Criado em 2010, o índice aposta em um grupo de dezenas de elementos químicos que são usados para a fabricação de componentes eletrônicos e softwares. Veículos elétricos, dispositivos eletrônicos e outros materiais estratégicos necessitam desses itens para serem construídos.
"Foi uma demanda que começou surgindo de uma mensagem despretensiosa em nossos canais de comunicação. Depois que a gente viu que a demanda foi super recorrente e que fazia sentido estrategicamente, a gente entendeu que isso seria o melhor produto para o cliente", finalizou Alessandra Gontijo, COO da Investo.
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