Axia (AXIA3) libera mais recursos para o resgate de ações preferenciais
A companhia colocou mais R$ 4 bi na conta destinada para esse tipo de operação em 2026.
Ex-Eletrobras,a Axia (AXIA3) informou ao mercado que vai construir o primeiro data center da Amazônia. O projeto é uma parceria com a Elea Data Center e tem como foco ampliar a infraestrutura para servidores de inteligência artificial na região da floresta.
Segundo a companhia, a estrutura será construída na zona portuária de Belém (PA) e terá capacidade inicial de 7,5 megawatts de eletricidade nesta primeira fase. O local escolhido é próximo à subestação de alta tensão Miramar, que a Axia já opera.
As empresas acordaram que as operações comerciais devem começar a partir de 2027, com potencial para atingir 6 milhões de pessoas. No formato da parceria, a Elea entra com a operação do espaço, enquanto a Axia fornece energia elétrica para o empreendimento.
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As empresas dizem, ainda, que toda a energia do data center será de fonte renovável, o que amplia a sustentabilidade do projeto. As empresas devem investir R$ 250 milhões para colocar o projeto de pé.
“Estamos construindo uma fábrica de gelo no deserto. O Norte está totalmente desassistido de serviços, infraestrutura digital e isso afeta a competitividade da região”, disse o presidente da Elea Data Center, Alessandro Lombardi. “A Região Norte terá papel fundamental no ecossistema digital brasileiro ao representar uma alternativa de rota a Fortaleza, além de contribuir para reduzir a desigualdade digital e impulsionar a competitividade regional”, completou.
O acordo foi firmado no mesmo momento em que cresce a busca por data centers ao redor do mundo. Esses servidores são cruciais para a computação em nuvem, servindo de base para que empresas de tecnologia rodem seus projetos.
“A AXIA conta com um portfólio robusto, capaz de garantir energia firme, confiável e sustentável para um empreendimento dessa relevância, ampliando a conectividade e contribuindo para a atração de investimentos que impulsionem o desenvolvimento econômico da região Amazônica”, afirma Ítalo Freitas, vice-presidente de Comercialização e Soluções em Energia da AXIA.
A cidade de Belém foi palco da última edição da COP30, quando integrantes de governos estrangeiros e empresas multinacionais desembarcaram na Amazônia para discutir o futuro do clima. Essa foi a primeira vez que um evento desse porte aconteceu na região Norte do país, fazendo com que os olhos do mundo se voltassem para a maior floresta tropical do planeta.
A companhia colocou mais R$ 4 bi na conta destinada para esse tipo de operação em 2026.
A outra opção dos acionistas é converter papeis AXIA7 em AXIA3, mas para isso é preciso ficar atento aos prazos.
A operação também prevê o resgate e o cancelamento de 41.648.420 ações PNCs.
A gestora reduziu sua participação acionária na Axia Energia após vender ações ordinárias e preferenciais classe C da companhia.
Terão direito os acionistas posicionados até a data de corte na B3 fixada para 04 de setembro de 2026.
Essa baixa contábil ocorrerá sem nenhum impacto na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).
Operação mira as ações preferenciais classe C da Axia, negociadas na B3 sob o ticker AXIA7.
Os acionistas têm a opção de converter os papeis em ações preferenciais, mas é preciso ficar atento aos prazos.
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