EUA afirmam que estão à disposição do Brasil para conversar sobre tarifaço

A manifestação ocorre depois de uma sequência de novas medidas tarifárias anunciadas pelo governo Trump.

Publicado em 11/08/2026 às 11:50h Publicado em 11/08/2026 às 11:50h por Elanny Vlaxio
A China também pediu para participar da discussão  (Imagem: Shutterstock)
A China também pediu para participar da discussão (Imagem: Shutterstock)
Os Estados Unidos afirmaram estar à disposição do Brasil para conversar sobre o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. A sinalização foi apresentada pelo governo norte-americano em resposta encaminhada à OMC (Organização Mundial do Comércio), em meio ao questionamento feito pelo Brasil sobre as medidas comerciais adotadas pelos EUA.
"Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas. Estamos à disposição para nos reunirmos com os representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas", afirma o documento. Além disso, a China também pediu para participar da discussão afirmando que possui interesse nas consultas. 
A manifestação ocorre depois de uma sequência de novas medidas tarifárias anunciadas pelo governo de Donald Trump. Em julho, os EUA confirmaram uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A cobrança foi definida após uma investigação comercial conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).
A decisão foi acompanhada por uma lista de exceções. Produtos como café, carne bovina, petróleo, fertilizantes, medicamentos, máquinas, aeronaves e componentes aeroespaciais ficaram fora da nova tarifa. Entre os itens sujeitos à cobrança estão etanol, bens de capital e manufaturados em geral.
Segundo o governo norte-americano, a investigação apontou práticas brasileiras consideradas desleais ou restritivas ao comércio bilateral. Entre os temas analisados estavam o comércio digital, o sistema de pagamentos Pix, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. 
Ainda em julho, os EUA determinaram uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações brasileiras e de outras economias investigadas por falhas na proibição e fiscalização da entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.  O Brasil reagiu e anunciou que recorreria tanto à Lei de Reciprocidade quanto ao mecanismo de solução da OMC.