Oncoclínicas (ONCO3) despenca na Bolsa com recuperação extrajudicial no radar
A queda ocorreu após a negação de um aporte de R$ 500 milhões e a confirmação de que a empresa avalia uma recuperação extrajudicial.
O empresário Nelson Tanure, controlador do grupo Alliança de medicina diagnóstica, desmentiu publicamente ter submetido uma proposta para adquirir a Oncoclínicas (ONCO3). A informação foi inicialmente divulgada pelo portal "Pipeline" e posteriormente reportada pelo "Broadcast".
💬 O empresário afirmou que não houve qualquer proposta formal para uma fusão entre as empresas, caracterizando as notícias anteriores como mera especulação. É importante ressaltar que, neste mesmo mês, surgiram rumores sobre possíveis negociações entre a Dasa e a Amil para a aquisição da Oncoclínicas.
A Dasa (DASA3) emitiu um comunicado oficial negando as especulações sobre uma possível aquisição da Oncoclínicas. Fontes internas à empresa informaram que, em conformidade com as regulamentações em vigor, a aprovação da fusão com a Amil, anunciada em junho, pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é uma condição prévia para a realização de novas operações de fusão e aquisição.
Leia também: Não houve qualquer proposta formal
🗣️ "Com relação a uma eventual combinação dos negócios de oncologia da Ímpar com a Oncoclínicas indicada na notícia, a Companhia informa que nesta data não se encontra engajada em negociações para a combinação de tais negócios", disse a empresa.
A Dasas esclareceu ainda que, apesar de não haver negociações em curso com a Oncoclínicas, mantém sua postura de avaliar constantemente oportunidades para otimizar suas operações e reduzir sua dívida.
💭 "Como já informado em diversas comunicações ao mercado, no curso normal de seus negócios a Companhia avalia um conjunto de iniciativas operacionais e estratégicas, com diferentes estágios de maturidade, voltadas à redução da alavancagem, ao estabelecimento de uma sólida posição financeira e à maior capacidade de investimento na Dasa', informou em nota.
A queda ocorreu após a negação de um aporte de R$ 500 milhões e a confirmação de que a empresa avalia uma recuperação extrajudicial.
A companhia também ressaltou que avalia alternativas financeiras junto à administração e seus assessores.
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
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