Itaúsa (ITSA4) deve investir em novas empresas caso juros caiam no Brasil
A holding disse estar pronta para retomar os aportes em caso de melhora na economia.
A BlackRock fez uma nova incursão na bolsa de valores brasileira, conforme comunicado enviado ao mercado na última segunda-feira (7). A gestora norte-americana adquiriu milhões de novas ações da Itaúsa (ITSA4).
💰 Com os novos papeis na carteira, a maior gestora do mundo agora supera os 5% do capital social da holding brasileira. No total, ela tem 361.197.627 ações preferenciais, com participações em empresas como Itaú, CCR, Dexco e Alpagartas.
“O objetivo das participações societárias é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, disse o documento.
A compra acontece em um momento bastante favorável na B3, quando a empresa acumula uma alta de 9,1% desde o começo do ano. Na tarde desta terça (8), os papeis eram negociados com uma alta tímida, próximo de R$ 9,40.
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Recentemente, a Genial elencou a Itausa como top picks do setor financeiro, mirando um preço-alvo de R$ 12,73. A perspectiva representa um upside de 35% em relação à cotação atual.
“Além da nossa visão construtiva sobre o Itaú, o fechamento do desconto oferece um potencial adicional de valorização, posicionando a Itaúsa como uma alternativa eficiente para exposição ao fluxo de dividendos do banco, com possível reprecificação positiva à medida que o mercado antecipa o fim da ineficiência fiscal, já formalizado com a aprovação da reforma tributária”, escreveram os analistas da corretora.
Em fevereiro, a Itaúsa anunciou um aumento de capital de até R$ 1 bilhão, passando para R$ 81,8 bilhões de capital social. As novas ações serão emitidas custando R$ 6,70 cada, com um desconto de 30% na cotação média deste ano.
Os investidores com direito a preferência, querem participar do negócio, devem indicar opção até o próximo dia 11 de abril. A proporção usada para o cálculo de preferência é de 1,3766% sobre os ativos mantidos na carteira até o dia 17 de fevereiro.
“As ações a serem emitidas farão jus à percepção integral de todos os benefícios, incluindo dividendos, juros sobre o capital próprio e outras remunerações de capital que vierem a ser declarados a partir da homologação deste aumento de capital”, diz fato relevante. “A companhia reforça seu compromisso com a criação de valor sustentável aos acionistas e comunica que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre o aumento de capital, nos termos da regulamentação aplicável”.
A holding disse estar pronta para retomar os aportes em caso de melhora na economia.
O JPMorgan subiu o preço-alvo das ações da companhia para R$ 18,50 até dezembro de 2027 e manteve a indicação de compra (overweight).
A companhia obteve lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre de 2026, uma alta de 7% na comparação anual.
O aporte faz parte da estratégia de alocação eficiente de capital da Itaúsa, mas poderia ter sido maior.
O valor total da capitalização ficará entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões.
Segundo a holding, aporte está alinhado à estratégia de alocação eficiente de capital.
Segundo a holding, o recebimento deve gerar um impacto líquido positivo não recorrente de cerca de R$ 0,9 bilhão no lucro do 2T26.
Além disso, seis companhias aprovaram recompras de ações para gerar valor aos acionistas.
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