Mercado Livre (MELI34) vai vender remédios com receita, de antibióticos a canetas

Empresa também promete abrir espaço para grandes redes de farmácias no seu marketplace.

Publicado em 24/09/2026 às 18:42h Publicado em 24/09/2026 às 18:42h por Marina Barbosa
Mercado Livre dá início à venda direta de remédios por São Paulo (Imagem: Shutterstock)
Mercado Livre dá início à venda direta de remédios por São Paulo (Imagem: Shutterstock)
O Mercado Livre (MELI34) vai ampliar a venda de remédios no Brasil a partir desta sexta-feira (25), começando em São Paulo.
💊 O marketplace já vinha testando a comercialização de medicamentos sem prescrição médica na região. Agora, também passará a vender remédios com retenção de receita, como antibióticos, anti-inflamátórios e canetas emagrecedoras.
A venda será realizada a partir da farmácia adquirida pela companhia em São Paulo, com o envio e a validação da receita por um farmacêutico do grupo. 

Farmácias chegam ao marketplace

Além da venda direta de remédios, o Mercado Livre vai permitir a entrada de grandes redes farmacêuticas no seu marketplace.
Sem revelar nomes, a companhia disse que três farmácias estarão integradas à plataforma até o final de outubro.
A expectativa é alcançar 20 parceiras na Região Metropolitana de São Paulo até o fim do ano.

Entregas em 1 hora

Para ampliar a atratividade desse serviço, o Mercado Livre também promete agilizar a entrega de itens de pequeno porte.
A ideia é entregar em no máximo uma hora qualquer item com menos de 15 quilos, incluindo remédios.
O programa terá uma operação piloto em São Paulo, antes de chegar a outras regiões.

Vem mais por aí?

O Mercado Livre entrou de vez no mercado farmacêutico graças à Lei 15.357 de 2026, que autorizou a venda de remédios em supermercados e o uso de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para a logística e entrega de medicamentos. 
Porém, não é a única empresa de olho nessa oportunidade. Nos últimos meses, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também liberou outras cinco plataformas digitais para atuar no setor: Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Shopee, iFood e Rappi Brasil. 
Na avaliação do mercado, o movimento é positivo para essas companhias, pois abre espaço para um mercado de vendas recorrentes e que segue em crescimento no Brasil, justamente em um momento em que o varejo apresenta dificuldades no país.
Por outro lado, a abertura do mercado farmacêutico deve elevar a concorrência para as grandes redes de farmácia, como RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3).

MELI34

Mercado Livre
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