Mercado Livre vai tomar o lugar das farmácias? Veja impacto para ações da B3
A Anvisa liberou a entrega de remédios por plataformas digitais, para ampliar a concorrência.
O Mercado Livre (MELI34) voltou ao mercado de emissão de dívidas nesta semana. Desta vez, a empresa de marketplace quer captar até US$ 1 bilhão no mercado internacional.
Os papéis chegam ao mercado com vencimento previsto para 2036, com uma surpresa de 1,6% acima da taxa de juros dos Estados Unidos. Por isso, a expectativa é que a companhia chegue a pagar mais de 5% ao ano pelos títulos.
O marketplace diz que o valor será usado para fins corporativos gerais. Na prática, pode significar ainda mais investimentos na expansão dos serviços do grupo empresarial nos países onde atua.
A empresa teria contratado nomes como Bank Of America, JP Morgan e Santander para coordenar a oferta dos títulos. Os ativos teriam sido classificados como BBB- pelas principais agências de risco, considerado o mais baixo nível na categoria de grau de investimento.
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A empresa teria ao menos duas vantagens em relação às suas concorrentes, o que lhe daria esse perfil de dívida. Há uma posição de liderança no mercado de vendas online na América Latina, além da explícita liquidez no mercado, conforme destacou a Moody's Rating, ao analisar o processo.
“Esses pontos fortes são contrabalançados pela menor rentabilidade, à medida que a empresa acelera os investimentos em logística, aquisição de clientes e seu negócio de crédito, bem como pelos riscos de financiamento e de qualidade dos ativos associados ao rápido crescimento da fintech”.
O MELI negocia suas ações na Nasdaq, bolsa na qual a empresa está listada nos Estados Unidos. Por lá, os papéis sãonegociados na casa de US$ 1,8 mil, mas acumulam desvalorização de quase 5% apenas neste ano.
Essa é a terceira emissão internacional feita pelo MELI nos últimos meses. A empresa optou por este formato em 2021 e voltou a emitir novos papéis em dezembro do ano passado.
O Mercado Livre tem avançado nos últimos meses, na tentativa de manter sua posição de liderança. Recentemente, fez acordo com ao menos dois concorrentes que agora passam a vender seus produtos na plataforma.
Um deles é o Magazine Luiza, que chega com uma cartela de 27 mil produtos, que deixam de ser exclusivos da concorrência. De um lado, o Meli amplia sua oferta de produtos; do outro, o Magalu expande sua vitrine.
A Anvisa liberou a entrega de remédios por plataformas digitais, para ampliar a concorrência.
A autorização da Anvisa também vale para Americanas, Shopee, iFood e Rappi Brasil.
Diferente do varejo brasileiro, o Safra manteve a recomendação de compra para o Mercado Livre, com um potencial de alta de 24%.
Apesar da repercussão, especialistas afirmam que a legislação brasileira reduz os efeitos no curto prazo.
Apesar de a varejista ser argentina, cerca de 53% de suas receitas são geradas por consumidores brasileiros.
Saldos não recuperados serão convertidos e transferidos para o Mercado Pago.
O investimento anunciado se concentra no Mercado Pago e na expansão logística, que prevê 70 mil funcionários no Brasil até dezembro.
A companhia reportou queda de 12,5% no lucro do 4T25, abaixo do esperado pelo mercado, mas uma receita acima das projeções.
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