Anvisa notifica Mercado Livre (MELI34) por venda de medicamentos
Agência pede esclarecimentos sobre operação que inclui medicamentos com prescrição médica e retenção de receita.
Em comunicado enviado aos seus clientes, o Mercado Livre (MELI34) informou que vai finalizar um de seus produtos financeiros. A companhia disse que não será mais possível realizar operações na Mercado Coin, carteira de custódia de criptomoedas.
O serviço ficará no ar até o dia 17 de abril, período em que os consumidores poderão negociar seus ativos virtuais. Depois desta data, os saldos em criptos serão convertidos em reais e depositados na conta do Mercado Pago.
A divisão Coin deixa de funcionar depois de quatro anos desde o lançamento, quando a empresa apostou no serviço como um diferencial. Além do Brasil, outros países da América Latina onde a empresa atua também perderão o produto.
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A empresa informou, porém, que vai manter o Meli Dólar, que é uma stablecoin vinculada à moeda norte-americana, hoje disponível para usuários do Brasil, México e Chile. O token serve não só para dolarizar o patrimônio, como também é o método do marketplace para entregar benefícios aos consumidores.
“Meli Dólar é a moeda estável do Mercado Livre, que funciona como uma cripto e que sempre tem o mesmo valor do dólar americano. Você pode ganhar Meli Dólares como cashback por comprar em lojas parceiras, receber por transferência ou comprar sem taxas no Mercado Pago”, diz a companhia fundada na Argentina, mas que ganhou projeção internacional ao chegar ao Brasil.
Na tarde desta segunda (1º), os papéis do Meli negociados na Nasdaq operam com uma baixa tímida na Nasdaq. O mesmo acontece com os BDRs disponíveis na B3, que caem cerca de 0,2%, para R$ 74.
Este ano de 2025 não tem sido uma boa temporada para a empresa, que já perdeu mais de 17% do seu valor de mercado. Atualmente, o market cap da marca é de US$ 87 bilhões, ainda de acordo com dados da bolsa norte-americana.
Agência pede esclarecimentos sobre operação que inclui medicamentos com prescrição médica e retenção de receita.
Empresa também promete abrir espaço para grandes redes de farmácias no seu marketplace.
Nova emissão de dívida terá vencimento em 2036 e pode pagar mais de 5% ao ano aos investidores.
A Anvisa liberou a entrega de remédios por plataformas digitais, para ampliar a concorrência.
A autorização da Anvisa também vale para Americanas, Shopee, iFood e Rappi Brasil.
Diferente do varejo brasileiro, o Safra manteve a recomendação de compra para o Mercado Livre, com um potencial de alta de 24%.
Apesar da repercussão, especialistas afirmam que a legislação brasileira reduz os efeitos no curto prazo.
Apesar de a varejista ser argentina, cerca de 53% de suas receitas são geradas por consumidores brasileiros.
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