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Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta quarta-feira (9), acompanhando a aversão a risco no exterior provocada pela disparada do petróleo
Brent, que superou US$ 101 o barril, maior nível desde julho. O índice encerrou o pregão com recuo de 0,93%, aos 185.629,04 pontos. O
dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,11.
O agravamento do conflito no Oriente Médio pautou o dia. O Brent para novembro fechou acima de US$ 101 em meio à troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e a uma ofensiva dos houthis do Iêmen contra a Arábia Saudita.
A alta da commodity reacendeu temores inflacionários e, por consequência, a expectativa de juros mais elevados globalmente.
Fachin anula decisões de Dino e Mendonça
A crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal) ganhou mais um capítulo. O ministro Flávio Dino determinou a
reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à direção de Inteligência Policial da PF, ambos afastados na véspera por liminar do ministro André Mendonça.
Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, anulou as decisões tanto de Mendonça quanto de Dino sobre o caso de Andrei Rodrigues.
Governo zera tributação do etanol e reduz PIS/Cofins da gasolina
Em resposta à escalada dos preços internacionais, o presidente Lula assinou decreto que reduz o PIS/Cofins em R$ 0,63 por litro de gasolina e em R$ 0,19 por litro de etanol, zerando toda a tributação sobre o combustível renovável, segundo comunicado da Secom (Secretaria de Comunicação Social).
Para Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, apenas os setores de energia e commodities foram beneficiados pela alta do petróleo no pregão.
Do lado negativo, ela destaca dois fatores: a continuidade da investigação da PF sobre o Banco Master, que segue pesando sobre o setor financeiro, e o próprio anúncio da desoneração dos combustíveis.
"A medida não foi bem vista por analistas devido ao impacto fiscal futuro nas contas públicas", afirmou Sá, acrescentando que o mercado já projeta alívio de curtíssimo prazo no
IPCA de setembro, mas acompanhado de maior pressão fiscal à frente.
Bancos pesam no índice
O setor bancário foi o mais penalizado do dia, com o IFNC (Índice Financeiro) recuando 2,08%.
A
Vale (VALE3), que responde por 11% do peso do Ibovespa, fechou com leve alta de 0,10%, a R$ 79,10. A
Petrobras (PETR4) avançou em linha com o petróleo: a PETR3 subiu 0,85%, a R$ 53,69, e a PETR4 avançou 0,69%, a R$ 48,42, sendo a ação mais negociada da B3 no dia.
A ponta positiva do índice foi liderada pela
CSN (CSNA3), com alta de 7,40%, a R$ 7,11. Mais cedo, o BTG Pactual passou a enxergar uma oportunidade tática de compra no papel após anos de cautela com a companhia, projetando potencial de valorização de 57,2% com base em preço-alvo de R$ 10 frente à cotação de R$ 6,36 usada no relatório.
Segundo os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, o principal gatilho para essa reprecificação é a chegada de Fabio Schvartsman ao comando da companhia, movimento que poderia acelerar a redução da dívida, a venda de ativos e uma alocação de capital mais disciplinada.
Do lado negativo, a construtora
Tenda (TEND3) liderou as perdas, com recuo de 6,03%, a R$ 33,04, no primeiro pregão após a efetivação de Marcos Cruz como novo diretor-presidente, em substituição a Rodrigo Osmo. A mudança dá sequência ao processo formal de transição de liderança anunciado em 7 de maio.
Wall Street cai pela segunda sessão seguida
No exterior, os índices de Nova York fecharam novamente pressionados, refletindo o mesmo combo de petróleo em disparada e avanço dos rendimentos dos Treasuries a máximas históricas.
O Dow Jones caiu 0,77%, a 52.381,02 pontos; o S&P 500 recuou 0,48%, a 7.636,46 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,64%, a 26.253,34 pontos.
Na Europa, os mercados fecharam em baixa às vésperas da decisão de juros na zona do euro, com o Stoxx 600 caindo 1,41%, a 640,41 pontos.
📊 Na Ásia, o Nikkei recuou 0,19%, a 65.142,78 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 0,17%, a 25.274,96 pontos.