Mais 3 empresas vão agrupar suas ações na B3 e ainda pode vir mais por aí

A B3 conta com 19 penny stocks no momento e, por isso, vive nova onda de grupamentos.

Publicado em 04/05/2026 às 05:40h Publicado em 04/05/2026 às 05:40h por Marina Barbosa
Penny stocks são as ações negociadas por centavos (Imagem: Shutterstock)
Penny stocks são as ações negociadas por centavos (Imagem: Shutterstock)
Apesar dos recentes recordes do Ibovespa, muitas ações brasileiras ainda são negociadas por centavos. Por isso, três empresas listadas na B3 decidiram agrupar as suas ações só na última quinta-feira (30).
🔎 O grupamento foi aprovado nas assembleias anuais de acionistas do Grupo Toky (TOKY3), da Viver Incorporadora (VIVR3) e da Alphaville (AVLL3).
De acordo com as empresas, o objetivo é elevar a cotação do papel, para garantir o cumprimento das regras da B3.
A B3 impõe limites às chamadas penny stocks (ações que valem centavos) por causa da alta volatilidade desses papeis.
Por isso, notifica as empresas cujas ações são negociadas por menos de R$ 1 por 30 pregões consecutivos, dando um prazo para a companhia adotar as medidas necessárias para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo de R$ 1.
O grupamento é a saída adotada pela maior parte dessas empresas, já que permite que um determinado número de ações seja agrupado em único papel, elevando o valor do ativo.

Atenção aos prazos

📅 No caso da Toky, o alerta da B3 veio em fevereiro e o prazo para o ajuste da cotação termina em 26 de junho. Por isso, a empresa vai agrupar as suas ações no dia 3 de junho, na proporção de 4 para 1.
Já a Viver marcou o seu grupamento para o dia 10 de junho e vai aplicar uma proporção de 10 para 1, para também tentar ampliar a liquidez e a dispersão do papel.
A Alphaville, por sua vez, vai agrupar as suas ações na proporção de 25 para 1, no dia 12 de junho.
Pouco depois, será a vez da Espaçolaser (ESPA3) seguir o mesmo caminho.
As ações da Espaçolaser já valeram centavos e hoje estão no limite da cotação permitida pela B3, negociadas por R$ 1. Por isso, a empresa também aprovou um grupamento de ações na terça-feira (27) para evitar o risco de voltar a ser uma penny stock. A operação será implementada em 15 de junho, na proporção de 10 para 1.
Em todos os casos, os acionistas têm um prazo de ao menos 30 dias para ajustar suas posições ao fator do grupamento.
Depois disso, eventuais frações são leiloadas pelas empresas, para que o valor seja repartido de forma proporcional aos seus titulares.

As penny stocks da B3

Apesar dessa nova onda de grupamentos, outras operações desse tipo ainda podem acontecer nos próximos meses na B3.
🪙 Isso porque as ações de outras 16 empresas também estão valendo menos de R$ 1 na Bolsa no momento.
As ações ordinárias da Oi (OIBR3) puxam a fila, cotadas por apenas R$ 0,10, mas a lista ainda conta com papeis de companhias como Ambipar (AMBP3) e Azevedo & Travassos (AZEV3).
Sequoia (SEQL3) e Marisa (AMAR3) também estão no grupo e já foram notificadas pela B3. Por isso, disseram que podem agrupar as suas ações caso não consigam superar a barreira de R$ 1 no prazo de ajuste concedido pela Bolsa, que nesses casos vai até setembro.

Veja as penny stocks da B3, no fechamento de 30/04/26: