Klabin (KLBN11) lucra R$ 387 milhões no 2T26, queda anual de 34%

O resultado foi pressionado pela desvalorização do dólar e pelo aumento de custos.

Publicado em 05/08/2026 às 10:27h Publicado em 05/08/2026 às 10:27h por Marina Barbosa
Klabin produz papeis e embalagens (Imagem: Shutterstock)
Klabin produz papeis e embalagens (Imagem: Shutterstock)
A Klabin (KLBN11) registrou um lucro líquido de R$ 387 milhões no segundo trimestre de 2026.
💲 O resultado recuou 34% frente ao mesmo período do ano passado, pressionado pela variação cambial e pelo aumento de custos.
Porém, ficou acima das expectativas do mercado, que esperava um resultado de R$ 371 milhões, segundo a "Bloomberg". 
Além disso, mostrou uma reação frente ao prejuízo de R$ 497 milhões registrado no primeiro trimestre de 2026.
No balanço, a Klabin lembrou que o trimestre foi marcado pela persistência de conflitos geopolíticos que tiveram um impacto direto na inflação e no câmbio.
🔎 A empresa gastou mais com fretes e insumos, já que a guerra no Oriente Médio atrapalhou o escoamento do petróleo e de produtos químicos. Além disso, viu a receita de exportações ser achatada pela desvalorização do dólar.
Porém, também pôde praticar preços maiores, ampliou a produção de papéis e conseguiu manter as vendas estáveis no trimestre.
"Nesse contexto, a companhia segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio única, que confere flexibilidade operacional e contribui para mitigar a volatilidade de seus resultados", afirmou.

Os números do 2T26

Diante desse cenário, a Klabin obteve uma receita líquida de R$ 5,15 bilhões no segundo trimestre de 2026.
A cifra recuou 2% frente ao mesmo período de 2025, mas cresceu 4% na comparação com o trimestre anterior, com o aumento dos preços e dos volumes compensando a desvalorização do dólar.
Já o custo dos produtos vendidos foi de R$ 2.533 por tonelada, um aumento de 8% na base anual e uma queda de 5,3% na comparação trimestral.
Por outro lado, o Ebitda ajustado somou R$ 1,962 bilhão, um resultado 4% inferior ao de um ano atrás, mas 18% superior ao do trimestre anterior.
Neste caso, o aumento dos preços de celulose em dólar e de embalagens, o crescimento dos volumes de papéis e embalagens e iniciativas de monetização de ativos florestais ajudaram a compensar a baixa do dólar e o aumento dos custos, segundo a Klabin.
O endividamento líquido ficou praticamente estável em R$ 24 bilhões no trimestre, com a alavancagem marcando 3,2x.

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