JBS (JBSS32) quer comprar 100% da Pilgrim’s Pride; ações disparam nos EUA

Frigorífico brasileiro já possui 82% da companhia e propõe troca de ações para adquirir o restante.

Publicado em 19/08/2026 às 11:09h Publicado em 19/08/2026 às 11:09h por Wesley Santana
Companhia brasileira quer comprar 18% restante do negócio (Imagem: Shutterstock)
Companhia brasileira quer comprar 18% restante do negócio (Imagem: Shutterstock)

Nesta terça-feira (19), a JBS (JBSS32) publicou uma proposta para aumentar a sua participação no frigorífico Pilgrim’s Pride. A empresa brasileira quer comprar a totalidade das ações da companhia e ser a única acionista.

No documento, a JBS propõe trocar 2 ações de sua empresa por uma da possível subsidiária. Caso o negócio siga adiante, a empresa precisa adquirir apenas 18% do negócio, já que detém 82% das ações atualmente.

A proposta destaca que a ideia é simplificar a estrutura do grupo empresarial e reduzir custos.

Segundo informações do Brazil Journal, a operação pode ocorrer em um momento de pressão sobre o negócio. O preço do frango nos EUA e da carne suína na Europa fazem que o balanço da companhia não venha exatamente como desejado. 

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A Pilgrim’s é uma holding que controla dezenas de marcas de produtos animais. Ela tem um foco especial no mercado dos EUA, na Europa e alguns países da América Latina, como o México. 

A empresa diz ter mais de 62 mil funcionários, espalhados pelas dezenas de plantas que mantém nos países onde atual. 

Os investidores brasileiros reagiram com certa cautela em relação ao anúncio, fazendo com que as ações caíssem no início do pregão. Em determinado momento desta manhã, os papéis chegaram a ser negociados abaixo de R$ 71,30, mas logo se recuperaram para a faixa de R$ 71,50.

Nos Estados Unidos, a situação foi inversa, com os papéis disparando no pregão de hoje. Por volta das 11h, as açõesnegociadas em NYSE subiam mais de 1,5%, flertando com os US$ 14.

Na Nasdaq, o movimento da Pilgrim’s foi ainda mais forte, com avanço de 12% nas ações. No fechamento desta reportagem, o ativo operava em US$ 31,90, segundo a bolsa norte-americana.

A companhia tem hoje um valor de mercado de US$ 7,4 bilhões, valor que caiu de forma importante ao longo deste ano. Já a brasileira tem o dobro disso, chegando aos US$ 15 bilhões.