Ibovespa dispara mais de 3% e bate os 185 mil pontos

Os investidores reagem a nova pesquisa Quaest e aos números da produção industrial brasileira em julho.

Publicado em 02/09/2026 às 12:37h Publicado em 02/09/2026 às 12:37h por Elanny Vlaxio
Entre os demais indicadores domésticos, o IFIX sobe 0,24% (Imagem: Shutterstock)
Entre os demais indicadores domésticos, o IFIX sobe 0,24% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa dispara 3,11% nesta quarta-feira (2) e alcança os 185.157,38 mil pontos, às 12h19, no horário de Brasília. O avanço coloca o principal índice da Bolsa brasileira novamente em evidência, enquanto o dólar recua e as bolsas de Nova York operam em um cenário positivo.
No mercado de câmbio, o dólar cai 0,87%, cotado a R$ 5,10, acompanhando o ambiente favorável para os ativos de risco. O movimento também ocorre em meio à alta do petróleo, que avançava 0,09%, a US$ 90,31.
Entre os demais indicadores domésticos, o IFIX sobe 0,24%, aos 3.750,93 pontos, mostrando que o bom humor do mercado também alcança os fundos imobiliários. Apesar da força dos mercados tradicionais, as criptomoedas seguiam na contramão. O Bitcoin perdia 2,01%, enquanto o Ethereum recuava 2,98%.
No exterior, o cenário também contribuía para o desempenho positivo dos mercados. As bolsas de Nova York operavam em alta nesta quarta-feira, ajudando a sustentar o apetite por risco e dando respaldo ao movimento de valorização observado na Bolsa brasileira.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:
O que mexe com o mercado
O Ibovespa opera em forte alta nesta quarta-feira (2), em um pregão marcado pela repercussão da nova pesquisa eleitoral Quaest e pela divulgação de dados da indústria brasileira. O levantamento trouxe uma disputa mais acirrada em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No campo econômico, os investidores também digerem os números da produção industrial brasileira em julho. A indústria registrou crescimento de 0,2% em relação ao mês anterior, abaixo da expectativa de avanço de 0,5%. 
"O quadro faz com que a perspectiva para o setor industrial seja relativamente semelhante à composição vista na divulgação de ontem do PIB. Enquanto segmentos mais sensíveis à renda, como alimentos e vestuário, tendem a apresentar desempenho ainda positivo", analisou Matheus Pizzani, economista do PicPay.
Além disso, o mercado acompanha as notícias que relacionam Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Lá fora, Estados Unidos e Irã protagonizaram, entre terça-feira (1º/9) e esta quarta-feira (2/9), a mais intensa troca de ataques entre os dois países em mais de um mês.
"O temor de gargalos na oferta de energia, decorrente das permanentes fricções geopolíticas no Oriente Médio, segue oferecendo suporte ao preço do barril de petróleo e favorecendo as companhias exportadoras. Em contrapartida, os setores mais sensíveis ao ciclo de crédito interno, como o varejo e a construção civil, apresentam maior oscilação na sessão", avaliou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
  • MGLU3: +15,15% a R$ 5,32;
  • AZZA3: +13,47% a R$ 17,10;
  • VAMO3: +12,75% a R$ 3,36;
  • ASAI3: +7,41% a R$ 9,13;
  • CYRE3: +6,16% a R$ 26,18;
E as maiores baixas
  • RAIL3: -4.38% a R$ 14,63;
  • CSAN3: -2.02% a R$ 3,89;
  • SLCE3: -0.55% a R$ 16,22;
  • PRIO3: +0.55% a R$ 64,34;
  • PETR3: +0.61% a R$ 52,69.