Eleições 2026: Renan Santos retoma campanha digital com autorização de Dias Toffoli

Ministro retrocede em sua decisão e permite também que o candidato à Presidência participe de debates eleitorais.

Publicado em 01/09/2026 às 18:40h Publicado em 01/09/2026 às 18:40h por Lucas Simões
O pedido apresentado pela defesa de Renan Santos foi acatado no TSE (Imagem: Divulgação)
O pedido apresentado pela defesa de Renan Santos foi acatado no TSE (Imagem: Divulgação)
O candidato à Presidência do Brasil Renan Santos (Missão) teve autorização nesta terça-feira (1º) para retomar sua campanha digital, após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), retroceder de sua decisão feita há dois dias.
Em decorrência de indícios de infrações relacionadas ao número de perfis nas redes sociais do candidato informados ao TSE para uso na campanha eleitoral, Renan Santos teve a sua candidatura boicotada pelo ministro Toffoli.
Ao entrar com recurso, a defesa do candidato do partido Missão solicitou a revogação da medida cautelar, considerada ilegal, e que o TSE também revisse os direitos de participação em debates eleitorais e uso de dinheiro público do Fundo Eleitoral. 
O ministro Toffoli condicionou a revogação da punição dada ao candidato Renan Santos à exclusão dos perfis em redes sociais considerados irregulares pelas regras do TSE.
As medidas cautelares contra Renan Santos são decorrentes da existência de 16 perfis em redes sociais vinculados à campanha, informados somente 12 dias após o prazo limite. Agora, o candidato do Missão terá 72 horas para informar quando cada perfil foi criado e passou a ser utilizado eleitoralmente, além de declarar a existência de outras contas, caso haja. 
Segundo os advogados de Renan Santos, não houve qualquer “omissão estratégica” por parte da campanha, alegando inclusive que outras candidaturas à Presidência também complementaram informações após o período de registro e não tiveram o mesmo tratamento jurídico pelo TSE.