Governo Lula lança plano bilionário de IA e até dados em nuvem brasileira

Ainda assim, o investimento de R$ 2,3 bilhões anunciado não chega a 0,5% do que o Google aplicará em IA em 2026.

Publicado em 20/08/2026 às 21:42h Publicado em 20/08/2026 às 21:42h por Lucas Simões
Lula mira parceria com a China para desenvolver indústria tecnológica no Brasil (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Lula mira parceria com a China para desenvolver indústria tecnológica no Brasil (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve presente nesta quinta-feira (20) no lançamento de novas medidas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que vão desde a compra de supercomputadores até uma parceria estratégica com o governo chinês para desenvolver uma indústria de armazenamento de dados em nuvem 100% nacional.
Com aporte de R$ 2,3 bilhões, o governo brasileiro ainda financia a instalação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, conforme anúncio feito no Rio Grande do Norte.
Embora a cifra anunciada por Lula seja bilionária para colocar o Brasil no mapa da inteligência artificial (IA), vale colocar em perspectiva que só o Google (GOGL34) estima investir cerca de US$ 205 bilhões em IA só em 2026.
Aliás, o governo Lula também fez um aceno indireto aos Estados Unidos, uma vez que a nova etapa do projeto tecnológico dependerá provavelmente da compra de supercomputadores produzidos pela gigante Nvidia (NVDC34).
Fontes do governo Lula com conhecimento no assunto dão conta de que o supercomputador almejado pelo Brasil está entre as 10 maiores máquinas do mundo em capacidade de processamento de IA, podendo realizar 7,2 quintilhões de cálculos por segundo, com custo estimado em R$ 1 bilhão.
Por conta do altíssimo custo energético que o supercomputador demanda, sua instalação ficará na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma vez que o Nordeste ostenta 90% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis (energias eólica e solar).
Enquanto isso, a estrutura de armazenamento de dados em nuvem será concentrada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, situada no Rio de Janeiro, que terá a parceria das gigantes chinesas Huawei e iFlytek.