Americanas (AMER3) avança para saída da recuperação judicial, mas ações caem forte
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
⚖️ A fraude contábil da Americanas (AMER3) ao redor de R$ 25 bilhões, que veio a público em janeiro de 2023, ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (2).
Isso porque a Polícia Federal (PF) apontou 41 suspeitos de participação no crime bilionário, conforme documentos divulgados na mídia.
Entre os principais nomes envolvidos na fraude, a PF indiciou na investigação o nome do ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, juntamente com a ex-presidente da B2W, unidade de varejo digital da varejista, Anna Saicali.
Os suspeitos que concordarem em ajudar na investigação poderão assinar acordos de “não persecução”, segundo os documentos, mas para isso precisam admitir participação no esquema.
Atualmente, a dívida corporativa da Americanas é estimada em R$ 50,9 bilhões. E só no acumulado de 2024, as ações da companhia sofreram prejuízo de 96,78%.
➡️ Leia mais: Americanas (AMER3): O que esperar das ações após o grupamento?
No final de junho, a PF deflagrou a Operação Disclosure que visava investigar, até então, a suposta participação de ex-diretores da Americanas no esquema de fraude contábil que deu origem ao maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil.
As ações da operação se concentraram no Rio de Janeiro, onde foram realizados mandados de busca e apreensão em 15 endereços. A PF também havia emitido mandados de prisão preventiva contra o ex-CEO da companhia (Gutierrez) e uma ex-diretora (Saicali).
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinara o sequestro de bens e valores superiores a R$ 500 milhões de ex-diretores da AMER3, investigados por crimes relacionados ao rombo bilionário da empresa, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
Instalada no shopping desde 1981, a loja ocupava um espaço de mais de 1.500 metros quadrados na entrada principal do empreendimento.
A venda está alinhada à estratégia de priorizar as atividades de varejo, diz a empresa.
O número de clientes ativos voltou a cair em dezembro, chegando a 40,83 milhões, abaixo dos 41,71 milhões registrados em novembro.
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