Itaú (ITUB4) reduz operação internacional, de olho na rentabilidade

O banco brasileiro vendeu a operação de varejo mantida na Colômbia e no Panamá.

Publicado em 02/08/2026 às 10:56h Publicado em 02/08/2026 às 10:56h por Marina Barbosa
De acordo com o Itaú, negócio alinha-se à estratégia de maximização da rentabilidade do capital (Imagem: Shutterstock)
De acordo com o Itaú, negócio alinha-se à estratégia de maximização da rentabilidade do capital (Imagem: Shutterstock)
O Itaú (ITUB4) está reduzindo a sua operação internacional, em um movimento que contrasta com a tentativa de outros bancos brasileiros de ampliar a presença no exterior.
💲 A instituição concluiu na sexta-feira (31) a venda das operações de varejo que mantinha na Colômbia e no Panamá para o Banco de Bogotá (BSBK), por um valor líquido de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
Com isso, deve concentrar a sua atuação nesses mercados no segmento de pessoa jurídica, por meio da subsidiária Banco Itaú Colômbia.
De acordo com o Itaú, a operação alinha-se à estratégia de maximização da rentabilidade do capital. Isso porque os negócios de varejo estariam pressionando a rentabilidade e o lucro do banco nesses mercados. 
Ainda assim, o Itaú Colômbia reafirmou o compromisso e a presença de longo prazo no país, dizendo que este é um mercado estratégico e um pilar fundamental da sua plataforma regional.

Onde está o Itaú?

🗺️ O Itaú mantinha operações em 18 países das Américas e da Europa ao final do primeiro trimestre de 2026.
A maior parte dessas operações concentra-se no mercado de pessoas jurídicas e em clientes de alta renda, por meio do Corporate e do Private Banking.
Já as atividades de varejo devem se limitar ao Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai agora que a operação de varejo foi vendida na Colômbia e no Panamá.

O objetivo do Banco de Bogotá

🏦 O Banco de Bogotá vê a aquisição dos negócios de varejo do Itaú na Colômbia e no Panamá como uma forma de reforçar a sua estratégia de crescimento nesse segmento e consolidar a posição de liderança no sistema financeiro colombiano.
"A integração de mais de 250 mil clientes faz parte da estratégia do Banco de Bogotá de continuar oferecendo soluções financeiras sustentadas pela experiência, solidez e capacidade de acompanhar as necessidades das pessoas e das empresas no país", afirmou.
Segundo o banco brasileiro, a operação abrange uma carteira de crédito de aproximadamente R$ 9,7 bilhões, além de cerca de R$ 7,2 bilhões em depósitos.

Na contramão?

Embora tenha um objetivo claro de reforçar a rentabilidade, a decisão do Itaú contrasta com a estratégia recente de outros bancos brasileiros.
O BTG Pactual (BPAC11), por exemplo, começou a operar no Uruguai recentemente. O banco de André Esteves ainda conseguiu uma licença bancária nos Estados Unidos e comprou uma participação minoritária no banco mexicano Banamex neste ano.
O Nubank (ROXO34) também recebeu autorização para operar como banco nos Estados Unidos em 2026 e vem ampliando a presença no México e na Colômbia.
Já o Banco do Brasil (BBAS3) reforçou a atuação em Portugal, levou o Pix para a Argentina e também gostaria de permitir pagamentos instantâneos dos brasileiros nos Estados Unidos.

ITUB4

Banco Itaú
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