FII CACR11 parou de pagar dividendos, mas indica se renda passiva voltará em 2026

Fundo imobiliário precisou suspender temporariamente os proventos, acarretando um tombo de quase -60%.

Publicado em 20/05/2026 às 16:08h Publicado em 20/05/2026 às 16:08h por Lucas Simões
FII CACR11 prefere retomar dividendos mensais só com a geração de caixa (Imagem: Divulgação/Engebanc)
FII CACR11 prefere retomar dividendos mensais só com a geração de caixa (Imagem: Divulgação/Engebanc)
O fundo imobiliário Cartesia Recebíveis Imobiliários (CACR11) tem dado baita dor de cabeça aos seus mais de 26 mil cotistas, desde que anunciou no início de maio de 2026 que não iria distribuir os dividendos referentes ao mês de abril de 2026, apesar de ter apurado lucro de R$ 1,24 por cota.
Nesta semana, a gestão do FII CACR11 veio a público atualizar a situação e dar indícios de quando os proventos voltarão a engordar os bolsos dos investidores. De bate-pronto, o foco é pagar dividendos apenas com a geração de caixa das vendas dos projetos imobiliários atrasados. 
Sendo um representante dos FIIs de papel, o Cartesia Recebíveis Imobiliários investe o patrimônio de quase R$ 460 milhões dos cotistas na aquisição de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), mecanismo que permite construtoras adiantarem recursos com securitizadoras, enquanto os investidores de renda fixa recebem em troca juros compostos bem acima do Tesouro Direto
Só que a pedra no sapato do FII CACR11 em 2026 está em atrasos na aprovação de projetos imobiliários (justamente no Registro de Incorporação e no Habite-se), que culminaram na frustração de lançamentos e vendas de empreendimentos como Savoie, Viva Itaparica e Station.
Os empreendimentos imobiliários residenciais Savoie, Viva e Itaparica estão situados na Bahia, enquanto o projeto Station localiza-se em São Paulo. 

Situação do FII CACR11

Fora isso, o FII CACR11 enfrenta questões societárias no CRI Helvetia, que sozinho já deve R$ 60 milhões aos cotistas, para construção de bairro residencial fechado em Indaiatuba, no interior paulista. 
"Temos um total de R$ 1,61 por cota distribuíveis no primeiro semestre de 2026, restando dois meses em aberto [maio e junho], em que temos a obrigação de distribuir 95% do lucro. Já no segundo semestre de 2026, o FII CACR11 priorizará a continuidade das obras em curso, de forma a assegurar suas conclusões e entregas", destaca a gestão, em comunicado divulgado no último dia 19 de maio. 
Com o pagamento de dividendos futuros do FII CACR11 limitado à geração de caixa do fluxo de vendas dos projetos imobiliários, a própria gestão visa não criar falsas expectativas de curta duração, prevendo que até o final do ano haverá um período de reestruturação da liquidez do FII de papel.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no FII CACR11 há 12 meses, hoje você teria R$ 450,72, já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. A simulação também aponta que o IFIX teria retornado R$ 1.109,98 nas mesmas condições.

CACR11

CARTESIA RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS
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