ETF de emergentes chega à B3 com foco em Ásia e sul global

IVWO11 tem Taiwan Semiconductor e Tencent entre os principais ativos da carteira.

Publicado em 14/04/2026 às 11:39h Publicado em 14/04/2026 às 11:39h por Wesley Santana

Em um ano marcado por expansão do mercado de renda variável, os investidores ganham uma nova opção direto na B3. A Investo lançou o novo ETF IVWO11, que foca em ativos de mercados emergentes.

O produto une empresas listadas em diferentes bolsas ao redor do mundo, sendo a maioria do sul global. Além do Brasil (5%), há tickers da China (30%), Taiwan (26%), Índia (17%), África do Sul (5%) e Arábia Saudita (3%), conforme mostra o prospecto divulgado ao mercado.

Na lista, há nomes de peso, como é o caso da Samsung e da Petrobras. A marca mais forte, porém, é a Taiwan Semiconductor, que tem peso de 12,65% no portfólio, seguida da Tencent, que carrega 3,4% da carteira.

O ETF segue o desempenho do índice VWO (Vanguard® FTSE Emerging Markets), listado na Bolsa de Valores de Nova York. Ao todo, são mais de US$ 100 bilhões, espalhados em 6,3 mil empresas de diferentes setores.

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O fundo conta com rebalanceamento semestral, quando a gestora decide se mantém a carteira ou faz trocas para aprimorar os ganhos da próxima temporada. Além da segurança contra variações individuais, o ETF ainda conta com proteção cambial em diferentes moedas, mesmo seguindo a variação do dólar dos Estados Unidos.

No Brasil, cada cota do fundo é negociada a R$ 20, com uma taxa de administração de 0,30% ao ano. O valor representa uma fração da cota inteira que é negociada na NYSE.

Na retirada de seus recursos, os investidores ainda devem arcar com 15% de Imposto de Renda sobre os ganhos auferidos. A Investo destaca que a liquidação demora dois dias para acontecer, portanto não é imediata. O patrimônio líquido do ativo é de R$ 5 bilhões, com um valor de índice de R$ 11 mil, ainda de acordo com a gestora.

Segundo dados da NYSE, o indicador VWO acumula uma valorização de 5,4% desde o início deste ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta passa de 30%.

No ano passado, a Investo já havia lançado um produto parecido, o VWRA11, que traz exposição a 49 países. O ativo segue o desempenho do Vanguard FTSE All-World UCITS ETF, negociado na Bolsa de Londres, e é composto por ações de 4 mil empresas.