Esta empresa deve pagar R$ 5,40 por ação em julho; veja como garantir

A Westwing (WEST3) aprovou uma redução de capital, mediante restituição aos acionistas.

Publicado em 03/05/2026 às 13:22h Publicado em 03/05/2026 às 13:22h por Marina Barbosa
A Westwing atua na venda online de produtos de casa, decoração e lifestyle (Imagem: Shutterstock)
A Westwing atua na venda online de produtos de casa, decoração e lifestyle (Imagem: Shutterstock)
A Westwing (WEST3) aprovou uma redução de capital de R$ 60 milhões, mediante restituição aos acionistas. Com isso, a empresa deve pagar R$ 5,40 por ação em julho.
A empresa propôs a redução de capital em março, por considerá-lo excessivo. Em abril, recebeu o aval dos seus acionistas para avançar com a medida. E, agora, detalhou o cronograma estimado da operação.
Em comunicado publicado na sexta-feira (1º), a Westwing explicou que os seus credores podem se opor à medida até o próximo dia 22 de junho. Logo, a redução de capital só se tornará efetiva depois dessa data, caso não haja nenhuma queixa dos credores.

E o pagamento?

Se a redução de capital se confirmar, a Westwing pretende devolver os R$ 60 milhões para os seus acionistas, mediante o pagamento de R$ 5,40 por ação.
📅 Terão direito à restituição os acionistas registrados no dia seguinte à redução de capital. Ou seja, em 23 de junho.
Dessa forma, as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-direitos de restituição a partir de 24 de junho de 2026. Já o pagamento será realizado no dia 1º de julho.

Por que reduzir o capital?

Especializada na venda online de produtos de casa, decoração e lifestyle, a Westwing propôs a operação por entender que o seu capital social era superior ao necessário para a condução de suas atividades.
💲 A empresa tinha um capital social de R$ 471,3 milhões e um caixa de R$ 121 milhões ao final de 2025. Porém, disse que esse montante era muito maior do que as necessidades operacionais, de investimento e de liquidez prudencial previstas no plano de negócios traçado para o período de 2026 a 2030.
A avaliação decorre do fato de que, depois de alguns trimestres queimando caixa, o negócio voltou a apresentar uma geração positiva de caixa no quarto trimestre de 2025 e agora prevê uma tendência de estabilização, com geração recorrente de receitas.
"A melhora no perfil de geração de caixa decorre, em especial, das medidas de racionalização operacional implementadas pela Companhia, incluindo maior disciplina na gestão de estoques, otimização de despesas e foco em categorias de maior margem", observou.
A empresa avaliou, então, que a redução de capital não iria levar ao descumprimento de obrigações contratuais e ainda poderia reduzir custos de capital e elevar o retorno dos seus acionistas.
"A operação visa alinhar a estrutura de capital da Companhia à sua nova realidade operacional — caracterizada por menor intensidade de capital, redução estrutural do consumo de caixa e início de geração positiva no 4º trimestre — promovendo alocação mais eficiente de recursos e incremento nos indicadores de retorno aos acionistas", afirmou.

Vem mais por aí

A Westwing não foi a única empresa da B3 a fazer uso dessa operação para melhorar a sua alocação de capital recentemente. 
A Telefônica (VIVT3), por exemplo, pretende devolver R$ 4 bilhões para os seus acionistas também em julho. Veja aqui as datas de corte e de pagamento.
Já a LWSA (LWSA3) fez uma redução de capital de R$ 140 milhões, mediante restituição aos acionistas, em fevereiro.

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