Moro critica Copel (CPLE6) privatizada e descarta vender Sanepar (SAPR11)
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A Copel (CPLE6) anunciou nesta quarta-feira (10) a venda de uma fatia de 51% da Compagas (Companhia Paranaense de Gás) para a Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan (CSAN3).
💲 O negócio foi fechado por R$ 906 milhões, sendo que 40% desse valor será pago até o fechamento da operação e o restante será pago até o fim de 2026.
Segundo a Copel, a conclusão da transação depende da aprovação dos órgãos competentes e do não exercício do direito de preferência dos atuais acionistas da Compagas.
Distribuidora de gás natural do Paraná, a Compagas também tem como sócios as companhias Mitsui e Commit Gás. Enquanto a Copel detém 51% da companhia, Mitsui e Commit Gás têm 24,5% cada.
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💡 Em comunicado, a Copel disse que a venda do controle da Compagas faz parte da estratégia de "focar em seu core business e na descarbonização do seu portfólio".
Vale lembrar que a Copel já havia vendido o controle da UEGA (UEG Araucária) para a Âmbar Energia pensando em descarbonizar sua matriz de geração.
Já a Compass Gás e Energia, do grupo Cosan, destacou que a Compagas opera com exclusividade a distribuição gás natural canalizado do Paraná por meio do contrato de concessão com vigência até junho de 2054.
"Sua rede de distribuição totaliza aproximadamente 880 km de gasodutos, atendendo a mais de 54 mil clientes em 16 munícipios, com volume distribuído de 821 mil m3/dia de gás natural", ressaltou.
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A empresa fechou junho com dívida/Ebitda de 2,9x, nível visto pela gestão como ideal nos novos parâmetros de capital do ano.
A Copel informou que a renegociação ajusta o cronograma de desembolsos das concessões de geração, garantindo o equilíbrio do projeto.
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