Moro critica Copel (CPLE6) privatizada e descarta vender Sanepar (SAPR11)
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A Copel vai encerrar as negociações das suas ações preferenciais classe B (CPLE6) na próxima sexta-feira (7).
📈 A estratégia faz parte do plano da elétrica de ingressar no Novo Mercado, o segmento de mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira.
A Copel solicitou a migração para o Novo Mercado por entender que a entrada neste segmento da bolsa pode aumentar a liquidez de suas ações e expandir sua base de investidores.
A migração, contudo, ainda depende da aprovação da B3. Além disso, a bolsa exige que as empresas cumpram uma série de condições para acessar o Novo Mercado. Uma delas é a emissão exclusiva de ações ordinárias, que dão direito a voto aos acionistas.
Por isso, a Copel pretende unificar as suas ações, convertendo as ações preferenciais classes A e B (CPLE5 e CPLE6, respectivamente) em ações ordinárias (CPLE3).
A conversão vem sendo discutida com os acionistas e credores da companhia há meses e começará a ser operacionalizada nesta semana, depois de obtidas as aprovações necessárias.
📅 O último dia de negociação das ações preferenciais classe B da Copel (CPLE6) será nesta sexta-feira (7). Esses papeis serão convertidos em ações preferenciais classe A (CPLE5) na próxima segunda-feira (10).
As novas ações serão creditadas para os antigos titulares de CPLE6 dois dias depois, na quarta-feira (12). Mas podem ter vida curta, pois já uma assembleia de acionistas marcada para o dia 17 de novembro para discutir a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias.
💲 Caso a conversão seja aprovada na assembleia, os investidores da Copel receberão uma ação ordinária para cada ação preferencial, além de uma ação compulsoriamente resgatável, avaliada em R$ 0,7749 por ação.
Os titulares de ações preferenciais que discordarem da conversão, seja votando contra, abstendo-se ou não comparecendo à assembleia, terão direito de recesso.
Neste caso, os acionistas serão reembolsados pelas ações que mantiveram de forma ininterrupta entre 23 de junho (a data de aprovação da proposta de migração para o Novo Mercado) e data de reembolso, a ser divulgada pela companhia.
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A empresa fechou junho com dívida/Ebitda de 2,9x, nível visto pela gestão como ideal nos novos parâmetros de capital do ano.
A Copel informou que a renegociação ajusta o cronograma de desembolsos das concessões de geração, garantindo o equilíbrio do projeto.
A elétrica renovou seu programa de recompra com autorização para adquirir até 285,5 milhões de ações ordinárias na B3 até 2027.
O banco elevou o preço-alvo da ação de R$ 14 para R$ 18 e manteve recomendação de compra.
Mudança pode atrair fluxo relevante de investidores estrangeiros para ações de energia.
Migração para o Novo Mercado impulsiona número de acionistas da estatal.
Além dos pagamentos efetivos, duas empresas definem datas de corte para dividendos ao longo da semana.
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