Depois da Americanas e da Oi, Camille Faria assume crise da Casas Bahia
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
🚨 A Casas Bahia (BHIA3) anunciou nesta terça-feira (25), que está avaliando a convocação de reuniões com seus principais acionistas e credores com o objetivo de buscar aval para uma possível reestruturação de suas dívidas.
A iniciativa surge em meio à forte pressão financeira que continua afetando os resultados da varejista, conforme revelado no balanço do terceiro trimestre de 2025, em que foi reportado prejuízo líquido de R$ 496 milhões.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, uma das alternativas em análise seria a conversão de debêntures em ações, estratégia que poderia aliviar a estrutura de capital da companhia sem necessidade de desembolso imediato.
A proposta, se avançar, dependerá do aval dos detentores dos títulos e de uma eventual aprovação em assembleia de acionistas.
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A empresa não comentou oficialmente sobre o assunto até o momento, mas durante a divulgação dos resultados do 3T25, o CFO Elcio Ito já havia sinalizado que a Casas Bahia está trabalhando em “iniciativas para continuar melhorando a estrutura de capital”.
Vale lembrar que, em agosto, a Mapa Capital se tornou a maior acionista da companhia após converter 1,4 bilhão de debêntures da 10ª emissão, em um movimento articulado com Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), que antes detinham os papéis.
O episódio criou um precedente para que outros credores possam ser incluídos em operações semelhantes.
📊No pregão de hoje, as ações da Casas Bahia encerraram o pregão em alta de 6,84%, cotadas a R$ 4,06, em meio ao aumento das expectativas de uma reestruturação financeira mais ampla.
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
Decisão pode ser revista caso a varejista não apresente os documentos em 30 dias.
A medida dá segmento ao processo ajuizado originalmente em agosto de 2026.
Os trabalhadores foram demitidos dias antes de a empresa pedir recuperação judicial.
O Grupo Casas Bahia explicou que o laudo possui natureza puramente preliminar e informativa.
Companhia recebeu notificação da bolsa e poderá recorrer a um grupamento de ações para elevar a cotação.
Com o varejo físico fechado, o comércio online e sites estrangeiros conquistaram a preferência dos clientes.
A varejista comunicou à Justiça que os credores se uniram contra seus bens assim que o processo de recuperação judicial foi divulgado.
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