Caixa da Azul (AZUL53) mais que dobra em fevereiro e chega a R$ 2,8 bilhões

A companhia destacou que os números são preliminares e não auditados.

Publicado em 15/04/2026 às 08:15h Publicado em 15/04/2026 às 08:15h por Elanny Vlaxio
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) (Imagem: Shutterstock)
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) (Imagem: Shutterstock)
A Azul (AZUL53) informou ao mercado que sua posição de caixa mais que dobrou em fevereiro de 2026, alcançando R$ 2,8 bilhões. Os dados constam em relatório operacional mensal apresentado ao tribunal dos Estados Unidos, no âmbito das exigências relacionadas ao processo de Chapter 11, já concluído em 20 de fevereiro.
De acordo com as informações divulgadas, o montante de caixa e equivalentes de caixa, somado às aplicações financeiras de curto prazo, totalizou R$ 2.832,7 milhões no período entre 1º e 20 de fevereiro. Já as contas a receber somaram R$ 1.777,5 milhões.
A companhia destacou que os números são preliminares e não auditados, tendo sido preparados exclusivamente para atender às exigências do processo nos Estados Unidos, seguindo critérios específicos da legislação local. Por isso, não devem ser comparados diretamente com as demonstrações financeiras regulares anteriormente divulgadas.
Lembrando que a Azul apresentou um quarto trimestre de 2025 marcado por contrastes entre operação e resultado final. Apesar de avanços relevantes nos indicadores operacionais, a companhia voltou ao prejuízo no período. Entre outubro e dezembro, o prejuízo líquido ajustado somou R$ 425,5 milhões, revertendo o lucro de R$ 62,4 milhões registrado no mesmo intervalo de 2024. 
Considerando os números sem ajustes, a perda foi ainda maior, de R$ 1,6 bilhão, ainda assim inferior ao prejuízo de R$ 3,9 bilhões reportado um ano antes. No acumulado de 2025, o resultado negativo atingiu R$ 4,2 bilhões, acima da perda de R$ 995 milhões em 2024. Na operação, porém, os números ganharam altitude. 
O Ebitda do quarto trimestre alcançou R$ 2.138,2 milhões, alta de 9,6% na comparação anual, com margem de 36,9%, um recorde histórico, segundo a companhia. O resultado operacional também renovou máximas, ao atingir R$ 1.420,3 milhões, avanço de 14,7% e margem de 24,5%.

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