Cade rejeita tentativa de instituto entrar em operação da Azul (AZUL3)

A operação faz parte do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos.

Publicado em 19/08/2026 às 15:50h Publicado em 19/08/2026 às 15:50h por Elanny Vlaxio
A Azul registrou um salto de 125,1% no seu prejuízo líquido ajustado durante o 2T26(Imagem: Shutterstock)
A Azul registrou um salto de 125,1% no seu prejuízo líquido ajustado durante o 2T26(Imagem: Shutterstock)
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) rejeitou o recurso do IPSConsumo (Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo) para participar como terceiro interessado na operação entre a Azul (AZUL3) e a American Airlines. A operação já havia sido aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade.
O instituto havia solicitado participação no processo e recorreu após ter o pedido negado. Segundo o IPSConsumo, sua atuação poderia contribuir para a análise concorrencial, com documentos, pareceres e outros elementos relacionados à operação. A entidade também argumentou que o Cade já havia reconhecido a legitimidade de sua participação em outros casos.
O presidente do Cade, Diogo Thomson de Andrade, porém, considerou o recurso incabível. Na avaliação dele, o fato de o instituto ter participado de outros processos não garante, por si só, sua condição de terceiro interessado no caso envolvendo Azul e American.
A operação faz parte do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. Nesse contexto, American Airlines e United Airlines fizeram aportes de US$ 100 milhões cada na companhia brasileira. A United, que já era acionista da Azul, recebeu autorização do Cade para realizar o investimento.
No caso da American, a Superintendência-Geral do Cade aprovou, em julho, a aquisição de uma participação minoritária e de determinados direitos de governança na Azul. Com o aporte, a companhia norte-americana ficará com aproximadamente 8% da aérea brasileira.
A Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, também havia tido inicialmente sua entrada no processo negada. Posteriormente, a Abra foi aceita como terceira interessada. A holding manifestou preocupação com a parceria entre American e Azul e argumentou que uma relação de exclusividade poderia gerar vantagens econômicas.
Lembrando que a Azul registrou um salto de 125,1% no seu prejuízo líquido ajustado durante o 2T26 (segundo trimestre de 2026), somando R$ 1,0709 bilhão ante a perda de R$ 475,8 milhões apurada no mesmo período do ano anterior. Em termos nominais não ajustados, o resultado líquido consolidado da aérea ficou negativo em R$ 1,0412 bilhão.

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