Governo Lula lava as mãos sobre capitalização do BRB; entenda
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
O BRB (BSLI4) ainda faz as contas de quanto pode ter perdido ao apostar no Banco Master, que está sendo alvo de investigações por supostas fraudes financeiras.
💲 Contudo, garante que já tem um plano para cobrir eventuais prejuízos, o que pode envolver um aporte direto do seu controlador, o governo do Distrito Federal.
Em nota divulgada na terça-feira (13), o BRB disse que "a apuração de possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda está sendo realizada pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll".
E seguiu: "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco".
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha chegou a admitir no final do ano passado a possibilidade de o governo injetar dinheiro no BRB. Porém, nos últimos dias, indicou que o governo estaria arrecadando menos do que o esperado e, por isso, poderia ter que cortar despesas.
Leia também: PF faz nova operação para investigar fraudes financeiras no Banco Master
Diante da dúvida, o BRB garantiu que continua com uma situação financeira robusta, o que inclui um patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões.
Além disso, lembrou que é um dos credores da liquidação extrajudicial do Banco Master. Por isso, ainda pode receber algum reembolso da instituição.
"O Banco reforça que permanece sólido, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais", disse o BRB.
De acordo com a PF (Polícia Federal), o Master teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. Só o BRB injetou mais de R$ 12 bilhões na instituição. Em novembro, o banco disse que já havia recuperado mais de R$ 10 bilhões desse valor.
No ano passado, o BRB ainda tentou comprar uma fatia do Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.
Depois das investigações, o governo do Distrito Federal trocou o presidente do BRB, dando início a uma ampla renovação da administração do banco.
Já sob a administração de Nelson Antônio de Souza, o BRB anunciou novos diretores nesta semana e ainda convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para o próximo dia 19 de fevereiro para eleger novos membros para o seu Conselho de Administração.
Em nota, o banco disse que também aprimorou seus controles internos, para manter as carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
Ao menos outras nove empresas listadas na B3 também não apresentaram o balanço no prazo.
Banco público enfrenta crise de liquidez após exposição ao Banco Master.
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