Bolsa tem pior desempenho mensal desde 2023; veja destaques

Usiminas sobe 34% e Cosan perde 25%: os destaques da bolsa em maio.

Publicado em 30/05/2026 às 12:25h Publicado em 30/05/2026 às 12:25h por Wesley Santana
Bolsa brasileira é uma das mais negociadas da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Bolsa brasileira é uma das mais negociadas da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Depois de várias sequências de recordes históricos, o Ibovespa (IBOV) perdeu força durante o mês de maio. No acumulado dos últimos 30 dias, o indicador da bolsa de valores perdeu mais de 7% de sua pontuação, terminando o último pregão de maio abaixo de 174 mil pontos.

Uma série de episódios fizeram com que o Ibovespa fosse perdendo fôlego ao longo das últimas semanas. As intermináveis negociações para o fim da guerra no Irã, a divulgação de áudios de Flávio Bolsonaro e, mais recentemente, o enquadramento das facções criminosas pelos Estados Unidos foram só alguns deles.

Tudo isso também impactou o preço do dólar, que terminou o mês com valorização de 1,8%. A moeda norte-americana chegou ao fim de maio custando R$ 5,04, depois de encostar nos R$ 4,90 em alguns dias.

Houve, ainda, um aumento nas taxas de juros pagas em títulos públicos do Tesouro Direto, com os DIs previstos para janeiro de 2027, por exemplo, saindo dos 14,05% para 14,09%.

Quais ações mais subiram ou caíram no mês?

O pior desempenho de todo maio foi visto na Cosan (CSAN3), que perdeu um quarto do seu valor de mercado ao longo das semanas. Isso aconteceu depois que a companhia publicou seu balanço do 1T26, quando registrou um prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão.

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) seguiram pelo mesmo caminho, perdendo também 25%. Esse foi um movimento visto em quase todas as ações varejistas que estão pressionadas pela taxa de juros em um patamar de 14,5% ao ano.

Na outra ponta, a melhor performance foi conquistada pela Usiminas (USIM5), que cresceu 34% no mês, com as ações saltando da casa dos R$ 8 para os R$ 11. Desde o começo deste ano, a siderúrgica já acumula valorização de 85% e um valor de mercado de R$ 13,2 bilhões.

Outro destaque veio do mesmo setor, mas com a CSN (CSNA3), que cresceu 13% e chegou a R$ 6,70 no fim do mês. O pódio fica completo com a Ambev (ABEV3), que avançou 13% sobretudo pelos números divulgados em seu balanço trimestral.

Veja as maiores altas e baixas do mês

Maiores altas de maio

  • Usiminas (USIM5) | R$ 11,08 | +34,63%
  • Ambev (ABEV3) | R$ 16,32 | +13,02%
  • Cury (CURY3) | R$ 31,73 | +10,60%
  • CSN (CSNA3) | R$ 6,71 | +10,36%
  • Lojas Renner (LREN3) | R$ 14,90 | +10,21%
  • Braskem (BRKM5) | R$ 10,46 | +10,11%
  • Smart Fit (SMFT3) | R$ 18,53 | +9,00%
  • Brava Energia (BRAV3) | R$ 20,25 | +8,06%
  • Hapvida (HAPV3) | R$ 12,15 | +5,65%
  • Vale (VALE3) | R$ 82,82 | +5,29%
  • Direcional (DIRR3) | R$ 13,40 | +5,02%
  • BB Seguridade (BBSE3) | R$ 35,40 | +4,58%
  • C&A (CEAB3) | R$ 11,58 | +3,86%
  • Bradespar (BRAP4) | R$ 23,25 | +3,20%
  • Totvs (TOTS3) | R$ 33,07 | +1,63%
  • CSN Mineração (CMIN3) | R$ 4,66 | +1,53%
  • Gerdau (GGBR4) | R$ 22,77 | +1,29%
  • Caixa Seguridade (CXSE3) | R$ 17,71 | +1,08%
  • Cyrela (CYRE3) | R$ 22,52 | +0,90%
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4) | R$ 9,80 | +0,31%

Maiores quedas de maio

  • Cosan (CSAN3) | R$ 3,80 | -25,49%
  • Magazine Luiza (MGLU3) | R$ 5,98 | -25,25%
  • Vamos (VAMO3) | R$ 3,06 | -20,52%
  • Auren Energia PN (AXIA6) | R$ 56,93 | -16,07%
  • Vivara (VIVA3) | R$ 21,84 | -15,55%
  • Rumo (RAIL3) | R$ 13,72 | -15,52%
  • Auren Energia ON (AXIA3) | R$ 52,43 | -15,29%
  • TIM (TIMS3) | R$ 21,90 | -15,21%
  • Sabesp (SBSP3) | R$ 27,95 | -14,89%
  • Petrobras PN (PETR4) | R$ 42,00 | -14,88%
  • Petrobras ON (PETR3) | R$ 46,73 | -13,93%
  • Ultrapar (UGPA3) | R$ 25,87 | -13,56%
  • Raia Drogasil (RADL3) | R$ 18,69 | -13,07%
  • MRV (MRVE3) | R$ 5,85 | -12,43%
  • Cemig (CMIG4) | R$ 10,76 | -11,66%
  • Azzas 2154 (AZZA3) | R$ 19,30 | -11,62%
  • Prio (PRIO3) | R$ 62,25 | -11,27%
  • Marfrig (MBRF3) | R$ 16,01 | -11,06%
  • Auren Energia (AURE3) | R$ 12,37 | -10,81%
  • SLC Agrícola (SLCE3) | R$ 15,50 | -10,56%
  • Rede D'Or (RDOR3) | R$ 34,02 | -10,24%
  • CPFL Energia (CPFE3) | R$ 43,39 | -9,79%
  • Motiva (MOTV3) | R$ 14,11 | -9,78%
  • Telefônica Brasil (VIVT3) | R$ 33,82 | -9,74%
  • Vibra (VBBR3) | R$ 29,75 | -9,35%
  • PetroReconcavo (RECV3) | R$ 11,37 | -9,04%
  • Energisa (ENGI11) | R$ 48,00 | -8,54%
  • Cogna (COGN3) | R$ 2,50 | -8,42%
  • Equatorial (EQTL3) | R$ 38,54 | -8,32%
  • Copel (CPLE3) | R$ 14,56 | -8,25%
  • ISA Energia (ISAE4) | R$ 27,03 | -7,81%
  • B3 (B3SA3) | R$ 16,50 | -7,67%
  • BTG Pactual (BPAC11) | R$ 53,75 | -7,50%
  • Banco do Brasil (BBAS3) | R$ 20,30 | -7,35%
  • Minerva (BEEF3) | R$ 3,69 | -7,29%
  • Embraer (EMBJ3) | R$ 73,38 | -7,10%
  • Localiza (RENT3) | R$ 42,02 | -6,58%
  • Bradesco PN (BBDC4) | R$ 17,70 | -6,30%
  • Eneva (ENEV3) | R$ 25,63 | -5,88%
  • Allos (ALOS3) | R$ 28,21 | -5,72%
  • Itaú Unibanco (ITUB4) | R$ 40,04 | -5,57%
  • Fleury (FLRY3) | R$ 15,39 | -5,52%
  • Bradesco ON (BBDC3) | R$ 15,50 | -5,26%
  • Iguatemi (IGTI11) | R$ 25,94 | -5,16%
  • Itaúsa (ITSA4) | R$ 12,92 | -5,00%
  • Santander Brasil (SANB11) | R$ 27,16 | -4,90%
  • Taesa (TAEE11) | R$ 39,15 | -4,58%
  • Multiplan (MULT3) | R$ 29,79 | -4,58%
  • Marcopolo (POMO4) | R$ 6,06 | -4,57%
  • Engie Brasil (EGIE3) | R$ 33,10 | -4,50%
  • Hypera (HYPE3) | R$ 21,91 | -3,82%
  • Yduqs (YDUQ3) | R$ 9,53 | -3,73%
  • Natura (NATU3) | R$ 9,94 | -3,59%
  • Klabin (KLBN11) | R$ 16,67 | -3,53%
  • Copasa (CSMG3) | R$ 52,71 | -3,16%
  • Assaí (ASAI3) | R$ 8,75 | -2,89%
  • Porto Seguro (PSSA3) | R$ 48,31 | -2,21%
  • Suzano (SUZB3) | R$ 41,91 | -1,57%
  • WEG (WEGE3) | R$ 44,10 | -0,59%