Bitcoin foi o pior investimento do 1º semestre de 2026; veja ranking

O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.

Publicado em 01/07/2026 às 09:36h Publicado em 01/07/2026 às 09:36h por Marina Barbosa
Bitcoin não caia tanto em um semestre desde o último inverno cripto (Imagem: Shutterstock)
Bitcoin não caia tanto em um semestre desde o último inverno cripto (Imagem: Shutterstock)
A volatilidade ditou o tom dos mercados no primeiro semestre de 2026, favorecendo estratégias de investimento voltadas para renda e qualidade e castigando ativos de maior risco, como as criptomoedas.
Isso porque, enquanto os mercados tentavam se ajustar às mudanças do cenário econômico e geopolítico global, as empresas pagadoras de dividendos e a renda fixa garantiram os melhores retornos do semestre. 
Por outro lado, o Bitcoin (BTC) derreteu mais de 35% e despontou como o pior investimento dos seis primeiros meses de 2026, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria.

Os campeões do semestre

🥇 O IDIV, índice das empresas pagadoras de dividendos da B3, avançou 6,99% no primeiro semestre de 2026, garantindo o melhor retorno entre os ativos pesquisados pela Elos Ayta Consultoria.
Para o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, o desempenho consistente do índice "reforça o interesse dos investidores por empresas capazes de combinar geração de caixa, distribuição de dividendos e menor volatilidade relativa, em um ambiente que continua exigindo seletividade na alocação de recursos".
O CDI não ficou muito atrás e também garantiu bons retornos para os investidores. O índice, que é uma referência para os ativos de renda fixa, teve uma valorização de 6,79%, em meio à manutenção de juros altos no Brasil.
📈 O Ibovespa completa o pódio dos melhores investimentos do semestre. Apesar das baixas anotadas nos últimos pregões, o principal índice da B3 ainda acumula uma alta de 6,76% em 2026 e também desponta como o investimento de melhor desempenho no acumulado de 12 meses até junho, com valorização de 23,89%.
Afinal, vale lembrar: o Ibovespa bateu recordes sucessivos no início de 2026, em meio à perspectiva de cortes da Selic, à alta do petróleo e às incertezas em relação à economia americana. Tanto que chegou a flertar com os 200 mil pontos em abril, antes dessa maré de otimismo virar e levar o índice a um forte período de correção.
Só em junho, o Ibovespa caiu 1,01%, em meio à revisão do cenário de juros, à queda do petróleo, ao aumento das incertezas fiscais, à proximidade com as eleições e à volta do interesse dos investidores globais por ativos americanos, o que provocou uma verdadeira fuga de capital estrangeiro do Brasil.
"Enquanto o horizonte de 12 meses continua favorecendo a renda variável brasileira, especialmente ações de maior liquidez e empresas distribuidoras de dividendos, o comportamento observado em junho sinaliza maior busca por proteção, com destaque para o CDI e para os ativos de renda fixa", observou Einar Rivero.

Os piores ativos do semestre

📉 Por outro lado, o Bitcoin (BTC) não conseguiu lidar com tanta volatilidade e acabou o semestre com uma desvalorização de 35,10%. Foi o pior desempenho semestral do ativo desde o último inverno cripto, em 2022.
Destaque ainda para o desempenho do dólar, que começou o ano valendo R$ 5,47, mas era negociado a R$ 5,16 no fechamento do pregão, e, por isso, registrou uma queda de 5,92% no período. 
O euro seguiu a mesma tendência, mas a desvalorização foi ainda maior: -8,63%. O ouro também recuou mais de 8%, afastando-se dos recordes observados no início do ano.

Veja o ranking de investimentos do 1º semestre de 2026:

BTC

Bitcoin
Cotação

$ 58.669,84

Valor em Reais

R$ 303,32 K

Capitalização

$ 1,18 Trilhão

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