Berkshire (BERK34): Lucro salta 120% e caixa bate novo recorde no 1º tri sem Buffett

O primeiro trimestre de 2026 marcou o início da gestão de Greg Abel na Berkshire Hathaway.

Publicado em 02/05/2026 às 12:37h Publicado em 02/05/2026 às 12:37h por Marina Barbosa
Buffett passou o comando da Berkshire para Greg Abel no final de 2025 (Imagem: Divulgação/Berkshire)
Buffett passou o comando da Berkshire para Greg Abel no final de 2025 (Imagem: Divulgação/Berkshire)
Apesar de enfrentar um momento desafiador na Bolsa, a Berkshire Hathaway (BERK34) mais do que dobrou o seu lucro e atingiu um novo recorde de caixa no primeiro trimestre de 2026.
Este foi o primeiro trimestre da gestão de Greg Abel, que assumiu o comando da holding depois que o lendário investidor Warren Buffett se aposentou, no final de 2025.
Os resultados foram apresentados neste sábado (2), na assembleia anual de acionistas da Berkshire Hathaway, que, como de costume, reúne milhares de investidores em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos.

Lucro salta 120%

📈 De acordo com o balanço, a Berkshire Hathaway teve um lucro líquido de US$ 10,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
O resultado mais do que dobrou em relação aos US$ 4,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025, beneficiado pela redução das perdas na marcação a mercado dos investimentos e pela melhora dos resultados operacionais.
Medida preferida de lucratividade de Warren Buffett, o lucro operacional subiu 18% e atingiu US$ 11,3 bilhões, puxado sobretudo pelos atividades de seguros.
Com isso, a Berkshire entregou um lucro líquido de US$ 7,027 por ação de classe A e de US$ 4,68 por ação de classe B -uma alta de quase 120% em relação ao mesmo período de 2025.
Os papeis, no entanto, estão em queda na bolsa desde o início da gestão de Abel. O recuo é de aproximadamente 6% no acumulado de janeiro a abril. Por isso, a companhia destinou US$ 234 milhões para a recompra de ações no primeiro trimestre.

Caixa renova recorde

💰 Ainda assim, o caixa da Berkshire atingiu um novo recorde, ao fechar o trimestre em US$ 397 bilhões.
Foi um incremento de 6,5% ou US$ 24 bilhões em relação aos US$ 373 bilhões registrados no final de 2025.
A alta foi puxada pela venda de ações, pois a Berkshire não só manteve a política de vender mais do que comprar, como acelerou a venda de participações acionárias nesse trimestre.
Ao todo, a companhia vendeu US$ 24 bilhões em ações no trimestre, o maior volume desde 2024. Já as aquisições somaram US$ 15 bilhões. Por isso, o saldo foi uma venda líquida de US$ 8,1 bilhões.
Os números mostram a intenção de Greg Abel de gerenciar os investimentos da Berkshire de forma mais ativa, além da sua intenção de concentrar o portfólio da holding em um pequeno número de participações principais.

As empresas mais investidas

Ao final do primeiro trimestre, a Berkshire mantinha US$ 288 bilhões alocados em ações. As 5 empresas mais representativas do portfólio eram: 
Ao apresentar os resultados, Abel ainda destacou a participação da holding na Moody's (MCOR34) e na Alphabet (GOGL34)
Já Warren Buffett destacou o retorno obtido com a Apple nos últimos 10 anos. Em uma breve fala, o "Oráculo de Omaha" disse que o investimento saltou de US$ 35 bilhões para US$ 185 bilhões na era Tim Cook, que também está se aposentando.

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