Braskem (BRKM5) sofre onda de rebaixamentos e renova mínimas na B3
A nota de crédito e a recomendação para as ações da petroquímica foram cortadas pelo mercado.
🚨 O empresário Nelson Tanure pode abandonar as negociações para adquirir o controle da Braskem (BRKM5) caso não seja fechado um acordo abrangente com as autoridades sobre o desastre ambiental causado pelo afundamento do solo em Maceió (AL).
A situação envolve questões jurídicas, ambientais e financeiras que seguem sem solução a poucos dias do fim do prazo de exclusividade para a negociação.
Em maio de 2025, Tanure firmou um documento garantindo 90 dias de exclusividade para discutir a compra da participação da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem.
A Petrobras (PETR4), que divide o controle da petroquímica com a Novonor, possui direito de preferência na transação.
Desde o início das conversas, o empresário tem buscado avançar na resolução das pendências ligadas ao afundamento do solo em bairros de Maceió, fenômeno associado à extração de sal-gema realizada pela Braskem desde a década de 1970.
A exploração foi interrompida em 2019, após a identificação de rachaduras em ruas e prédios da capital alagoana, deslocando milhares de famílias.
A Braskem já desembolsou cerca de R$ 13 bilhões para compensações e ações de reparo. No entanto, o processo de investigação ambiental e responsabilidades penais ainda não foi encerrado.
Em resposta por escrito à Reuters, Tanure afirmou:
“Um acordo com todas as entidades envolvidas no desastre de Alagoas é sine qua non. Sobretudo da não transferência da responsabilidade penal e de equacionamento financeiro para os novos acionistas.”
O prazo de exclusividade expira em 21 de agosto. Até o momento, as negociações não avançaram para uma solução definitiva, o que ameaça a continuidade da proposta de compra.
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Enquanto Tanure define seus próximos passos, a gestora de private equity IG4 Capital aguarda o fim do período de exclusividade para apresentar uma oferta alternativa.
Segundo fontes próximas, a estratégia da IG4 envolve consolidar a dívida bancária da Novonor e convertê-la em ações da Braskem, assumindo assim o controle indireto da petroquímica.
Braskem, Novonor e IG4 não se pronunciaram sobre o andamento das tratativas.
As negociações pelo controle da Braskem acontecem paralelamente a uma tentativa da Unipar (UNIP6) de comprar fábricas de polipropileno da petroquímica nos Estados Unidos por cerca de US$ 1 bilhão.
O movimento, revelado na semana passada, não teria o apoio de partes-chave, incluindo Tanure e a própria IG4.
📊 A indefinição sobre quem assumirá o controle da Braskem e como serão resolvidas as questões jurídicas do desastre em Alagoas adiciona volatilidade ao futuro da empresa, que segue sendo um dos maiores ativos industriais da América Latina.
A nota de crédito e a recomendação para as ações da petroquímica foram cortadas pelo mercado.
A Braskem obteve cautelar na Justiça após alertar que uma dívida de R$ 2,7 bilhões poderia travar a empresa.
Com a divulgação do comunicado, as ações da companhia recuavam 7,33%.
O objetivo é preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento.
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Proposta prevê pagamento em debêntures e impulsiona ações da companhia na B3.
O anúncio fez as ações saltarem 4,49%, às 11h, desta terça-feira (9).
Ideia é que o Conselho de Administração possa decidir sobre o assunto, no lugar da assembleia de acionistas.
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