Petróleo volta a assustar em 2026 e derruba bolsas de valores; entenda

Decisão do governo Trump revoga licença para venda da commodity pelos iranianos e reacende risco inflacionário.

Publicado em 07/07/2026 às 18:46h Publicado em 07/07/2026 às 18:46h por Lucas Simões
Ataques militares do Irã contra petroleiros no Estreito de Ormuz são justificativa (Imagem: Shutterstock)
Ataques militares do Irã contra petroleiros no Estreito de Ormuz são justificativa (Imagem: Shutterstock)
A cotação do petróleo no mercado internacional voltou a provocar desconforto mundo afora nesta terça-feira (7), após uma decisão do governo Donald Trump revogar a licença geral que autorizava a venda da commodity comercializada pelos iranianos, o sétimo maior produtor de petróleo do mundo.
Segundo autoridade do governo americano, a revogação que resulta em uma menor oferta de petróleo global foi motivada por relatos de ataques a mísseis vindos do Irã contra três navios petroleiros que cruzavam o Estreito de Ormuz, passagem marítima controlada pelos iranianos e vital para a passagem de 20% das exportações mundiais da commodity.
Apesar de negociadores em ambos os lados da guerra no Oriente Médio seguirem nos esforços diplomáticos, as bolsas de valores foram velozes em precificar o mais recente sinal de alerta inflacionário. 
Só os contratos futuros do petróleo tipo Brent, referência internacional utilizada pela Petrobras (PETR4), fecharam em alta de +3,00% na Bolsa de Valores de Londres (ICE), valendo US$ 74,15 por barril. Contudo, no pregão eletrônico, a commodity disparava +5,72% e já valia US$ 76,13 por barril.
Diante da incidência de novos ataques contra petroleiros nos últimos dias, confirmados por relatórios de inteligência da Marinha britânica, o presidente dos Estados Unidos optou por pressionar economicamente o regime dos aiatolás. 
Vale destacar que o revés diplomático entre os dois principais lados do conflito (EUA e Irã) acontece quando representantes de ambos os governos costuravam um acordo definitivo para colocar um fim às hostilidades, garantindo principalmente a navegabilidade do Estreito de Ormuz, rota crítica também para a passagem de outras matérias-primas (gás natural, fertilizantes e alumínio). 
Por ora, as petroleiras brasileiras listadas na B3 voltaram a se beneficiar de uma oferta mais restrita de petróleo, com destaque para Prio (PRIO3), que disparou quase +5% só hoje.