Taxa Selic rendendo 14% ao ano já tem data prevista em 2026
Maioria do mercado precifica mais um corte dos juros básicos na próxima decisão do Copom.
📉 Desde a última decisão do Banco Central em maio que trouxe a taxa Selic aos atuais 14,75% ao ano, o mercado seguia em cima do muro se o ciclo de alta na taxa básica de juros tinha parado ou se chegaríamos aos 15% ao ano, tornando os investimentos em renda fixa mais competitivos. Só que nesta terça-feira (27), as taxas do Tesouro Direto já dão uma pista do que pode estar por vir.
Reagindo à prévia da inflação oficial brasileira, o IPCA-15, os investidores tomaram ciência de que o aumento de preços está desacelerando, ao somar variação de 0,36% em maio, abaixo das expectativas de 0,44% dos economistas.
Somando o recuo da inflação ao recente aumento da cobrança de IOF sobre as operações financeiras, que encarecem o custo de crédito das empresas, as opções de Copom negociadas na B3 (B3SA3) mostram que as apostas da Selic bater em 15% ao ano na próxima decisão em junho estão menores.
A ferramenta apontava na tarde de hoje que 83% do mercado projetam a manutenção da Selic em 14,75% ao ano, bem acima do sentimento de apenas 48% que os agentes de mercado nutriam no último dia 7 de maio.
Por sua vez, os que acreditam que a taxa básica de juros subirá para 15% ao ano respondiam por 14% das apostas hoje, ao passo que no último dia 7 de maio, essa era a crença para 36% do mercado.
Como consequência, o Tesouro IPCA+ 2040, pela primeira vez em sua história, desde que substituiu o Tesouro IPCA+ 2035 em fevereiro, está pagando juros reais abaixo de 7% ao ano. Neste pregão, os investidores acessam a rentabilidade de IPCA+ 6,97% ao ano, bem distante da máxima de IPCA+ 7,51% ao ano registrada no dia 28 de fevereiro.
🔎 Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 27 de maio de 2025:
Maioria do mercado precifica mais um corte dos juros básicos na próxima decisão do Copom.
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