IBOV cai 1,5% com Fed sem novidades e Santander despencando 7%; PETR4 sobe
No primeiro recuo da semana, o mercado reagiu à manutenção dos juros pelo Fed e ao balanço fraco do Santander.
📊 O Santander (SANB11) revisou nesta sexta-feira (5), suas previsões econômicas, ajustando suas expectativas para a taxa de câmbio, crescimento do PIB e inflação.
De acordo com o novo cenário macroeconômico, o banco agora projeta um dólar a R$5,30 no final de 2024, comparado à estimativa anterior de R$5,00. Para o final de 2025, a previsão do dólar passou de R$5,05 para R$5,40.
A persistência das incertezas internas e o fortalecimento do dólar contribuíram para que o Santander ajustasse também a projeção da taxa Selic para 10,50% ao ano até o fim de 2024, ante a expectativa anterior de 10,00%.
Essa revisão alinha-se com a decisão do Banco Central, que manteve a Selic em 10,50% após o último encontro de política monetária em junho. Para 2025, o Santander prevê que a Selic será reduzida para 9,00% ao ano.
A projeção de inflação, medida pelo IPCA, foi elevada de 3,4% para 3,8% em 2024, enquanto a previsão para 2025 permaneceu inalterada em 3,8%.
📈 A economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi, destacou que o nível mais elevado das taxas de juros, tanto da Selic quanto da curva de juros de mercado, levou à revisão da expectativa de crescimento do PIB para 2025 de 2,0% para 1,8%. Para 2024, a projeção do PIB foi mantida em 2,0%.
O banco também revisou suas expectativas para a dívida bruta do governo geral, elevando a previsão para 2024 de 76,9% para 77,5% do PIB, e para 2025 de 80,3% para 81,1%.
Segundo o Santander, o cenário fiscal continua a deteriorar-se gradualmente, sendo um obstáculo para um cenário econômico mais favorável.
A falta de confiança na consolidação fiscal é vista como um dos principais desafios para o país.
No primeiro recuo da semana, o mercado reagiu à manutenção dos juros pelo Fed e ao balanço fraco do Santander.
O BB-BI cortou para R$ 31,60 o preço-alvo das Units do banco, mantendo recomendação neutra.
O ROE também caiu e ficou em 12,5%, ainda mais distante da meta de 20% do banco.
Após o ROE cair e o calote subir no 1º trimestre de 2026, parte do mercado já prevê nova queda na rentabilidade do banco.
Os resultados consolidados do Santander Brasil serão divulgados apenas no próximo dia 29.
Para garantir o recebimento dos proventos, o investidor precisa terminar o pregão do dia 21 de julho de 2026 com as ações do banco.
Os papéis possuem prazo de vencimento de dez anos e contam com opção de recompra a partir de 2031.
O banco afirma que a fusão otimiza a estrutura no país e consolida os negócios de serviços acessórios à atividade bancária.
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