Raízen (RAIZ4) convence mais credores de recuperação extrajudicial
O apoio à reestruturação subiu para 80,15%, elevando as chances de homologação judicial.
A possibilidade de que um novo sócio chegue injetando dinheiro na Raízen (RAIZ4) tem movimentado as ações da companhia na bolsa e também da sua controladora, a Cosan (CSAN3).
⛽ A expectativa é de que a capitalização reforce a estrutura de capital da empresa, contribuindo com a redução do endividamento e a retomada dos negócios.
Além disso, há rumores de que nomes de peso do mercado teriam interesse no negócio, como a família Feffer, da Suzano (SUZB3), André Esteves, do BTG Pactual (BPAC11), e Itaúsa (ITSA4), além de companhias internacionais como Mitsubishi (M1UF34) e Mitsui (S1MF34).
Tudo isso impulsionou as ações da Raízen no início deste mês de setembro. Contudo, os papeis sofreram um ajuste nos últimos dias na B3, voltando a fechar a semana no vermelho.
Relatório do BB Investimentos, assinado pelo analista Daniel Cobucci, ajuda a explicar este sobe e desce.
De acordo com a análise do BB Investimentos, a capitalização da Raízen, com a entrada de novos sócios, parece ser o caminho "mais rápido para reestruturar a companhia e colocá-la de volta em um ciclo de crescimento".
💲 Isso porque a empresa acumulou uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões. Logo, mesmo o avanço do seu atual plano de desinvestimentos, que envolve a venda de ativos como usinas de etanol e geração distribuída de energia, pode não ser suficiente para equilibrar a sua estrutura de capital.
O analista Daniel Cobucci observou, no entanto, que as dúvidas seguem elevadas para os acionistas minoritários da Raízen.
❓ "Por um lado, o mercado está precificando a empresa considerando prazos bastante elevados para voltar a gerar caixa; por outro, não sabemos como seria essa capitalização e o efeito de diluição", notou.
Diante disso, o BB Investimentos reconhece que há um elevado potencial de alta para as ações da Raízen, que são negociadas por menos de R$ 2 na B3. Contudo, mantém cautela perante o papel.
A casa estabeleceu, então, um preço-alvo de R$ 2,30 para o papel, ao final de 2026. Contudo, tem uma recomendação neutra, "até que fique mais claro se realmente o pior já passou".
O apoio à reestruturação subiu para 80,15%, elevando as chances de homologação judicial.
A adesão foi alcançada antes do prazo de 90 dias previsto na legislação.
A transação inclui a refinaria Dock Sud, localizada em Buenos Aires.
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