Raízen (RAIZ4) propõe aumento de capital e novo ticker; veja detalhes
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
A possibilidade de que um novo sócio chegue injetando dinheiro na Raízen (RAIZ4) tem movimentado as ações da companhia na bolsa e também da sua controladora, a Cosan (CSAN3).
⛽ A expectativa é de que a capitalização reforce a estrutura de capital da empresa, contribuindo com a redução do endividamento e a retomada dos negócios.
Além disso, há rumores de que nomes de peso do mercado teriam interesse no negócio, como a família Feffer, da Suzano (SUZB3), André Esteves, do BTG Pactual (BPAC11), e Itaúsa (ITSA4), além de companhias internacionais como Mitsubishi (M1UF34) e Mitsui (S1MF34).
Tudo isso impulsionou as ações da Raízen no início deste mês de setembro. Contudo, os papeis sofreram um ajuste nos últimos dias na B3, voltando a fechar a semana no vermelho.
Relatório do BB Investimentos, assinado pelo analista Daniel Cobucci, ajuda a explicar este sobe e desce.
De acordo com a análise do BB Investimentos, a capitalização da Raízen, com a entrada de novos sócios, parece ser o caminho "mais rápido para reestruturar a companhia e colocá-la de volta em um ciclo de crescimento".
💲 Isso porque a empresa acumulou uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões. Logo, mesmo o avanço do seu atual plano de desinvestimentos, que envolve a venda de ativos como usinas de etanol e geração distribuída de energia, pode não ser suficiente para equilibrar a sua estrutura de capital.
O analista Daniel Cobucci observou, no entanto, que as dúvidas seguem elevadas para os acionistas minoritários da Raízen.
❓ "Por um lado, o mercado está precificando a empresa considerando prazos bastante elevados para voltar a gerar caixa; por outro, não sabemos como seria essa capitalização e o efeito de diluição", notou.
Diante disso, o BB Investimentos reconhece que há um elevado potencial de alta para as ações da Raízen, que são negociadas por menos de R$ 2 na B3. Contudo, mantém cautela perante o papel.
A casa estabeleceu, então, um preço-alvo de R$ 2,30 para o papel, ao final de 2026. Contudo, tem uma recomendação neutra, "até que fique mais claro se realmente o pior já passou".
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
O fechamento do negócio ocorreu após o cumprimento integral de todas as exigências prévias estipuladas.
Negócio envolve mais de 1 mil postos e faz parte da estratégia da companhia para reduzir dívidas.
O lucro bruto reportado no período encerrou em R$ 3,709 bilhões, contra R$ 1,645 bilhão no ano.
Faber acumula mais de 26 anos de experiência no setor de energia.
O negócio envolve a Usina Caarapó, que fica no Mato Grosso do Sul e moeu 3,5 milhões de toneladas na safra 24/25.
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