Quem está comprando Raízen (RAIZ4) em meio à crise? Gestora revela posição

Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.

Publicado em 28/10/2026 às 16:19h - Atualizado em 28/10/2026 às 16:26h Publicado em 28/10/2026 às 16:19h Atualizado em 28/10/2026 às 16:26h por Matheus Silva
A Raízen divulgou uma atualização sobre o aumento de capital privado proposto (Imagem: Divulgação)
A Raízen divulgou uma atualização sobre o aumento de capital privado proposto (Imagem: Divulgação)
🚨 A Raízen (RAIZ4) ganhou um acionista relevante em meio ao seu processo de reestruturação. A companhia informou ao mercado nesta quarta-feira (28) que recebeu uma correspondência da gestora SPX comunicando o aumento de sua participação acionária. 
A gestora passou a administrar 71.354.652 ações preferenciais, o equivalente a 5,25% do total de ações emitidas dessa classe.
A carta trouxe um detalhe que chama atenção. Além das ações, os fundos geridos pela SPX mantêm posição vendida em 712.367 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais da Raízen, com liquidação exclusivamente financeira. 
Na prática, isso significa que parte da exposição da gestora ao papel está estruturada de forma a se beneficiar de eventuais quedas.
A SPX afirmou que não existe acordo ou contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários da companhia pelos seus fundos. A gestora também declarou que as aquisições não têm o objetivo de alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Raízen.

Assembleia sobre aumento de capital está marcada para sexta-feira

A movimentação ocorre a poucos dias de uma etapa decisiva para a empresa. Na segunda-feira (26), a Raízen divulgou uma atualização sobre o aumento de capital privado proposto, operação que ainda depende de aprovação na assembleia geral extraordinária e na assembleia especial de preferencialistas, ambas marcadas para 30 de outubro, além de deliberação do conselho de administração prevista para 6 de novembro.
A capitalização será feita por meio de três emissões simultâneas, de ações ordinárias, de ações preferenciais classe B e de units compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A. 
O preço de emissão foi fixado em R$ 0,25 por ação nas ofertas de ordinárias e preferenciais classe B, e em R$ 0,50 por unit.

Operação pode chegar a R$ 39,8 bilhões

O aumento de capital terá valor mínimo de R$ 3,5 bilhões e máximo de R$ 39,8 bilhões, considerando o cenário em que a Cosan não exerça o direito de preferência na subscrição das ações preferenciais classe B. 
A operação poderá ser homologada parcialmente, desde que haja subscrição mínima de 14 bilhões de ações. No total, podem ser emitidas até 159,2 bilhões de novas ações.

Empresa atravessa reestruturação após prejuízos bilionários

Nos últimos meses, a Raízen colocou em prática um amplo plano de reestruturação financeira e operacional, depois de registrar prejuízos bilionários, elevado endividamento e forte pressão sobre a geração de caixa. 
Como parte desse processo, acelerou a venda de ativos, reduziu investimentos e homologou um Plano de Reestruturação Extrajudicial para renegociar parte de suas dívidas.
💲 Outras etapas do processo também avançaram recentemente. A CVM aprovou a conversão do registro da subsidiária Raízen Energia para a categoria A, que permite a realização de ofertas públicas, e a B3 prorrogou até 31 de março de 2027 o prazo para que as ações da companhia, negociadas abaixo de R$ 1, sejam reenquadradas.

RAIZ4

Raízen
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