Raízen (RAIZ4) pretende captar até R$ 39,8 bi com emissão de novas ações

O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.

Publicado em 27/10/2026 às 09:32h Publicado em 27/10/2026 às 09:32h por Marina Barbosa
Raízen pretende emitir até 159,18 bilhões de novas ações (Imagem: Divulgação)
Raízen pretende emitir até 159,18 bilhões de novas ações (Imagem: Divulgação)
A Raízen (RAIZ4) atualizou as condições e o cronograma do aumento de capital que promete reforçar o seu caixa, por meio da emissão de novas ações.
A companhia já havia anunciado a intenção de levantar ao menos R$ 3,5 bilhões por meio da emissão de 14 bilhões de novas ações. Agora, disse que a operação pode movimentar até R$ 39,79 bilhões através da emissão de até 159,18 bilhões de novas ações.
O valor foi definido mesmo depois de a Cosan (CSAN3) informar que não vai exercer o seu direito de preferência na subscrição de novas ações e considera o preço de R$ 0,25 por ação, definido no plano de recuperação extrajudicial da Raízen.

E os outros acionistas?

A Shel (SHEL), controladora da Raízen junto com a Cosan, havia se comprometido a injetar R$ 3,5 bilhões na companhia. 
Os demais acionistas também terão direito de preferência na subscrição das novas ações, desde que carreguem os papeis da empresa no fechamento de 6 de novembro. As ações adquiridas a partir de 9 de novembro de 2026 serão negociadas ex-direito de subscrição. 
O prazo para os acionistas exercerem o direito de preferência começa em 9 de novembro e vai se estender por 30 dias, até 8 de dezembro.

Ações e Units

A Raízen vai emitir ações ordinárias, ações preferenciais e Units neste aumento de capital.
As ações serão emitidas ao preço de R$ 0,25 cada. Já as Units valerão R$ 0,50 cada, pois serão compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial de classe A.
Os acionistas que participarem do aumento de capital poderão escolher qualquer um desses papeis. Porém, a Raízen recomenda a subscrição de Units, pois acredita que este será o ativo de maior liquidez após a operação.
A companhia disse ainda que só vai emitir novas ações preferenciais de classe A, semelhantes às atuais RAIZ4, para compor as Units. Assim, o acionista que deseja receber esse tipo de papel também deve subscrever Units.
Já as novas ações preferenciais de classe B não serão admitidas à negociação em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado, ficando registradas exclusivamente no livro de registro de ações nominativas da companhia, mantido pelo Escriturador.

Novo ticker

Com a operação, as atuais ações preferenciais da Raízen vão mudar de ticker na B3.
Os papeis RAIZ4 passarão a ser negociados como ações preferenciais de classe A sob o ticker RAIZ55, em lotes múltiplos de 100 ações. 
Inicialmente, a companhia havia proposto o ticker RAIZ5, mas o código foi atualizado nessa segunda-feira (26).
A mudança deve ter efeitos a partir de 3 de novembro. Ou seja, a partir da próxima terça-feira.

Tudo ainda depende dos acionistas

O aumento de capital, no entanto, ainda depende de algumas aprovações societárias para sair do papel.
Essas medidas devem ser discutidas pelos acionistas da Raízen em assembleia geral extraordinária convocada para o dia 30 de outubro (próxima sexta-feira).
Caso aprovado, o aumento de capital será submetido à deliberação do Conselho de Administração da empresa, em reunião prevista para 6 de novembro.
Dessa forma, a expectativa da Raízen é de que a capitalização seja homologada em 16 de dezembro, com as novas ações sendo creditadas aos acionistas em 18 de dezembro.

RAIZ4

Raízen
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