Petrobras (PETR4) aumenta diesel em R$ 1, mas subsídio do governo mantém preço

O resultado é que o preço de venda da companhia às distribuidoras não sofrerá alteração.

Publicado em 17/09/2026 às 09:30h Publicado em 17/09/2026 às 09:30h por Elanny Vlaxio
A participação no programa de subvenção econômica não é obrigatória (Imagem: Shutterstock)
A participação no programa de subvenção econômica não é obrigatória (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) vai aumentar em R$ 1 por litro o preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário às distribuidoras a partir desta quinta-feira (17). Apesar do reajuste, o valor efetivamente cobrado pela estatal permanecerá inalterado, devido a um desconto de mesmo valor previsto na subvenção econômica criada pelo Governo Federal.
A mudança ocorre após a publicação da Portaria MF nº 2.813, em 16 de setembro de 2026. A medida estabeleceu uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel A de uso rodoviário, com vigência imediata e duração de 30 dias, conforme a MP nº 1.391/2026, diz comunicado ao mercado. 

Aumento de R$ 1 terá desconto equivalente

Na prática, a Petrobras fará um ajuste de R$ 1 por litro em seus preços de venda, mas aplicará simultaneamente um desconto no mesmo valor dentro do programa de subvenção. O resultado é que o preço de venda da companhia às distribuidoras não sofrerá alteração.
A operação também se soma aos mecanismos que já haviam sido previstos pela MP nº 1.363, de 30 de maio de 2026. Assim, a estatal poderá acessar os benefícios da nova subvenção sem modificar o preço praticado nessa etapa da cadeia.
Vale destacar que a medida anunciada pela Petrobras diz respeito ao diesel A vendido às distribuidoras. O preço final nos postos envolve outros componentes, como tributos, distribuição, revenda, mistura e margens, portanto não há, a partir desse anúncio, uma definição automática sobre o valor cobrado ao consumidor.

Adesão da Petrobras ao programa é facultativa

A participação no programa de subvenção econômica não é obrigatória. Segundo a Petrobras, diante dos potenciais benefícios da medida, a adesão é considerada compatível com os interesses da companhia e preserva sua flexibilidade para conduzir a estratégia comercial.
Pelas regras da MP, a adesão referente ao primeiro período de apuração poderá ser formalizada até o último dia desse intervalo. No entanto, a assinatura do termo pela Petrobras ainda depende da publicação dos atos complementares necessários para colocar a subvenção em operação e da conclusão dos procedimentos internos de governança da companhia.
A Petrobras afirma que continuará orientando sua estratégia comercial pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade sustentável. A companhia também destaca que procura evitar o repasse imediato aos preços domésticos das oscilações conjunturais nas cotações internacionais do petróleo e no câmbio.
A informação chega na mesma semana em que a Petrobras recebeu novas parcelas do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de diesel, que somam R$ 2,57 bilhões. Os pagamentos são referentes às vendas do combustível realizadas durante o mês de junho, conforme as regras estabelecidas pelas respectivas medidas provisórias.
 

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