Oncoclínicas (ONCO3) cai quase 6% após resultados do 1T26; veja números
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
O céu é o limite para as ações da Oncoclínicas (ONCO3), que, nesta segunda-feira (23), dispararam 65% na bolsa de valores. Por volta das 16h, os papéis eram negociados em R$ 2,56, o dobro do valor visto no começo da semana passada.
O movimento vem depois de um acordo entre a Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3) para a criação de uma nova companhia que seria responsável pelos ativos da rede de oncologia. As duas empresas comprariam a rede de clínicas, enquanto a ONCO3 se concentraria nos hospitais e ativos que mantém no exterior.
A nova empresa receberia o nome de NewCo, que nasceria já com parte das dívidas de sua antiga dona. A expectativa é que a Porto e a Fleury paguem, cada uma, até R$ 500 milhões pelo negócio.
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A nova empresa também fará emissões de dívidas no mercado, com títulos marcados para 48 meses. A partir do 36º mês, eles poderiam ser convertidos em ações da companhia, prevê a proposta que circula entre as três marcas.
Ao final do período, a Oncoclínicas terá direito a subscrever até 30% dessas debêntures. A empresa poderá transferir parte de suas dívidas para a nova marca.
Para ser concluído, o negócio ainda depende de várias etapas, a começar por uma auditoria na Oncoclínicas. Assinaturas e eventuais análises de órgãos reguladores são os próximos passos no fechamento da venda.
A Oncoclínicas é uma das principais interessadas no negócio, depois de ver parte do seu patrimônio diluído em aplicações que envolvem o Banco Master. A rede de saúde especializada assinou um termo de exclusividade para garantir a negociação dos termos finais junto à Porto e Fleury.
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
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