Oncoclínicas (ONCO3) aceita crédito da Mak, que ganha assento no Conselho
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Essa sexta-feira (17) é um dia de celebração para a Oncoclínicas (ONCO3) na bolsa de valores. As ações da companhia avançam mais de 20% no pregão, performando na casa de R$ 1,60, conforme dados da B3.
O movimento acontece em decorrência da aprovação, pela Justiça, de um pedido de tutela cautelar apresentado pela companhia na última segunda. A liminar obtida suspende efeitos de antecipação de dívidas, dando mais tempo para que a companhia se organize financeiramente.
Na véspera, a empresa já havia divulgado um comunicado ao mercado que animou os investidores. O documento confirmou um acordo com a MAK Capital e Lumina Capital para injeção de capital.
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O acordo prevê a captação de até R$ 150 milhões, que será destinada exclusivamente para a compra de medicamentos. O montante abre espaço para negócios junto ao laboratório OncoProd, que vinha dificultando a compra por causa dos problemas financeiros da ONCO3.
Ainda na quinta (16), o fundador do grupo, Bruno Ferrari, renunciou ao cargo de vice-presidente do Conselho de Administração. Poucos dias antes, o presidente do colegiado, Marcelo Gasparino, já havia apresentado sua carta de renúncia também.
Esses foram alguns dos requisitos apresentados pelos fundos de investimentos para que a empresa tivesse acesso ao capital prometido. No próximo dia 30, a empresa deve decidir o formato e os membros do conselho.
Esse foi considerado o plano B da marca para resolver os seus problemas, já que a primeira opção caiu por terra. Estava sendo costurado um acordo com a Porto e Fleury para a criação de uma joint venture, mas o tratado não prosperou, conforme pontuaram as envolvidas no último final de semana.
Pelo menos desde julho do ano passado, a companhia vem passando por um mau momento na bolsa de valores. No intervalo dos últimos 12 meses, as ações da companhia recuaram quase 70%, derrubando o valor de mercado para os atuais R$ 1,8 bilhão.
Um dos principais problemas esteve relacionado ao caso Master, banco do qual a rede de clínicas tinha títulos. Apenas no ano passado, o prejuízo foi de R$ 3 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta semana.
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
O Cade concluiu que fundos controlados pelo Banco Master praticaram gun jumping ao comprar mais de 20% sem notificação prévia.
A companhia mergulhou em uma nova crise após a saída do presidente do conselho provocar a renúncia coletiva de todos os conselheiros.
Mak Capital propôs aporte de R$ 500 milhões, mas quer trocar Conselho de Administração.
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