Petrobras (PETR4) não pretende elevar participação na Braskem (BRKM5), diz CEO
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
Depois de ver uma piora nos seus índices financeiros, a Braskem (BRKM5) avalia alternativas para colocar as contas em dia. A empresa estaria planejando entrar com um pedido de proteção contra credores, conforme destacou reportagem da Bloomberg.
Fontes ouvidas pela agência de notícias deram conta de que a situação da petroquímica piorou nos últimos meses. Diante disso, a direção tem pensado em solicitar na Justiça a postergação do pagamento das dívidas, o que daria um alívio, mesmo que temporário, aos negócios.
Nos bastidores, alguns defendem até a formalização de um pedido de recuperação judicial, que seria um passo mais avançado na proteção contra dívidas. A empresa ainda não se pronunciou sobre essas eventuais solicitações perante a Justiça.
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A Braskem vem passando por um período de baixa no seu caixa, marcado por dificuldades no setor petroquímico ao redor do mundo. Somado a isso, a empresa ainda enfrenta uma crise no quadro societário, ainda sem resolução.
As dívidas totais da companhia chegam a R$ 51 bilhões, sendo que a maior parte tem um vencimento prolongado. Para este ano, a empresa tem de quitar cerca de US$ 1,5 bilhão.
No último balanço publicado pela companhia, o prejuízo líquido chegou a R$ 10 bilhões no 4T25. Isso representou uma queda de 82% no resultado do 4T24, que já tinha sido negativo em R$ 5,6 bilhões, conforme relatório da época.
Neste último documento, a empresa chegou a admitir a existência de “uma incerteza material que pode gerar dúvidas significativas sobre a capacidade da empresa de continuar operando”.
A empresa também tem um problema com a subsidiária mexicana Braskem Idesa, que já deixou de pagar parte dos compromissos agendados para o último mês de fevereiro. Por lá, a ideia é que a companhia entre em recuperação judicial o mais rápido possível, na tentativa de fugir de eventuais bloqueios de suas contas.
Embora a notícia seja negativa para a maior parte dos credores da companhia, os investidores receberam com bastante entusiasmo. No pregão desta quarta, os papéis da Braskem sobem mais de 6% na bolsa de valores, encostando nos R$ 10.
Com isso, a empresa obteve uma valorização de 28% no seu valor de mercado apenas em 2026. O valor atual, porém, está bem distante do fixado na oferta inicial, em 2006, quando chegou ao balcão negociando suas ações por R$ 15 cada uma.
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
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